Dongfeng estreia no Brasil em agosto com hatch e SUV; fábrica segue indefinida

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Considerada uma das quatro marcas mais tradicionais da China, a Dongfeng estreará em agosto no Brasil, sob a alcunha de DFM. Logo na chegada a nova chinesa do mercado brasileiro terá dois carros de volume, o hatch DFM Box e o SUV DFM Vigo. Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. A previsão é de que ambos os modelos sejam lançados em versões únicas, com garantia de sete anos ou 300.000 km, e ganhem outras configurações futuramente. Sobre a rede de concessionários, a DFM confirmou 31 grupos, com 51 lojas previstas. Os primeiros lotes de carros estão previstos para o próximo mês de setembro.Além deles, a DFM também confirmou que terá um SUV médio híbrido plug-in (PHEV) para competir contra GWM Haval H6 e BYD Song Pro – mas que este ficará para 2027. A marca não revela por ora qual será o modelo, mas o mais cotado é o DFM Aeolus L7.DFM Aeolus L7Mauro Balhessa/Quatro RodasDFM BoxO modelo de entrada da marca será o DFM Box, um hatch elétrico focado no uso urbano e que disputará contra BYD Dolphin, Geely EX2, GAC Aion UT, MG MG4 Urban e GWM Ora 03. Assim, é possível esperar que ele seja posicionado em uma faixa entre R$ 120.000 e R$ 150.000. Continua após a publicidadeDFM BoxMauro Balhessa/Quatro RodasEle é equipado com um motor elétrico dianteiro de 95 cv de potência e 16,3 kgfm de torque, que promete um 0 a 100 km/h em cerca de 12,5 segundos e uma velocidade máxima limitada a 140 km/h.Há duas opções de bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP), com 31,4 kWh ou 42,3 kWh – a marca ainda não detalha qual delas equipará o modelo no Brasil, mas a segunda opção é a mais provável na comparação com a concorrência. No ciclo de medição chinês (CLTC), a autonomia máxima declarada é de 430 km.DFM BoxMauro Balhessa/Quatro Rodas Continua após a publicidadeO interior do Box segue o padrão atual dos compactos elétricos chineses, priorizando a digitalização. O painel é dominado por duas telas, sendo uma para o quadro de instrumentos e outra, maior, para a central multimídia.Há carregador de celular por indução e ajustes elétricos somente para o banco do motorista. Em termos de dimensões, o hatch apresenta aproveitamento interno favorecido pela plataforma dedicada a elétricos, com entre-eixos de 2,66 m, que privilegia o espaço para as pernas dos passageiros traseiros.DFM BoxMauro Balhessa/Quatro RodasDFM VigoO SUV Vigo tem um motor elétrico que entrega 130 cv e torque de 23,5 kgfm. Equipado com uma bateria de 51,8 kWh, sua autonomia estimada atinge 470 km no ciclo CLTC. Ambos os modelos suportam recarga rápida, permitindo elevar o nível da bateria de 30% para 80% em cerca de 30 minutos em carregadores de alta potência. Continua após a publicidadeDFM VigoMauro Balhessa/Quatro RodasO utilitário foca em um pacote tecnológico mais robusto para competir com modelos de maior porte. A lista de equipamentos deve incluir sistemas de auxílio à condução (ADAS), como frenagem autônoma de emergência e monitoramento de faixas.Ele tem um interior mais refinado que o DFM Box, com materiais de textura suave. Um detalhe: a porta tem abertura elétrica, por meio de um botão. Apesar da versão de homologação não ter teto solar, ele ganhará na configuração de venda.DFM VigoMauro Balhessa/Quatro Rodas Continua após a publicidadeO Vigo terá como principais rivais o BYD Yuan Pro, Omoda E5, GWM Ora 5 e ocupará uma faixa de preços imediatamente acima do “irmão” hatch, a partir de R$ 150.000.DFM VigoMauro Balhessa/Quatro RodasFábrica brasileiraApesar dos carros desembarcarem importados da China, fontes relatam conversas para estabelecer uma fábrica no Brasil. A parceria pode ocorrer com a Stellantis, na planta de Porto Real (RJ), ou por meio da Nissan, em Resende (RJ). A montadora estreante é parceira histórica de ambas na China. Inicialmente, os carros serão montados no formato CKD e, posteriormente, com nacionalização das peças. A decisão deverá ser tomada ainda em 2026.Sobre as parcerias, a Nissan não comenta sobre o assunto. “A Nissan mantém parcerias globais com diferentes empresas, incluindo a Dongfeng, como parte de sua estratégia global. Assim, avaliamos continuamente oportunidades que possam gerar valor para os negócios e para nossos clientes. No entanto, não comentamos especulações de mercado. Qualquer decisão relevante será comunicada de forma transparente, como é prática da Nissan.” QUATRO RODAS entrou em contato com a Stellantis, que não respondeu até a publicação desta matéria. Publicidade