O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste domingo (2) que em um eventual quarto mandato à frente do Palácio do Planalto não seria mais “Lulinha paz e amor”, e sim um “Lulinha porreta”.A fala ocorreu durante a convenção do PT em São Paulo que oficializou a candidatura de Lula à reeleição.“Eu leio o passado para não errar no futuro. Hoje eu digo para todos e digo para vocês sem medo de errar. Peguem a história do Brasil a partir da proclamação. A história de Marechal [Deodoro da Fonseca] e de todos ate aqui. E veja quantos fizeram política de inclusão social. Neste quarto mandato não quero o Lulinha paz e amor, quero o Lulinha porreta. É hora de dar um salto de qualidade”, disse Lula. Leia Mais Se quiser bater na mulher, não precisa votar em mim, diz Lula em convenção Alckmin: Urna é tão competente que não aceita voto de argentino e americano Lula busca segunda reeleição com mote da soberania e filho sob investigação Em outro momento do discurso, quando também falava sobre uma necessidade de mudança de comportamento e maior ousadia, o petista afirmou que não quer ser “o presidente só do Bolsa Família”.“Eu quero todo mundo eleito, porque vai ter que ter briga democrática para a gente dar uma mudada desse país. Eu não quero ser mais o presidente só do Bolsa Família. Só do Brasil Sorridente. É preciso mais, mais e mais. É preciso ser mais. E esse ser mais a gente vai ter que mudar de comportamento. A gente vai ter que ser mais ousado.”O presidente também fez menção à sua idade e a possibilidade de tornar um sucessor viável até 2030. Aos 80 anos, Lula citou o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) — que concorrerá ao cargo de governador de SP — como um dos quadros prováveis para herdar o espólio do lulismo. O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), também foi mencionado por Lula.“Agora é hora de pensar nesse país. Qual é o país do futuro que eu vou entregar, quando você, Haddad, depois de governar São Paulo por oito anos, estiver sendo Presidente da República?”, declarou.Convenção de Lula defende soberania brasileira e alfineta Argentina e EUA | AGORA CNN