Tereza Cristina diz que negociação para vice de Bolsonaro ‘ainda tem espaço’

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) voltou a defender o próprio nome para a vice-presidência ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta segunda-feira (3). Na última sexta-feira, (31), porém, o partido da parlamentar vetou a possibilidade de liberá-la para integrar a chapa e declarou que ficaria neutro na corrida à Presidência.“Tem, até a hora final, tem espaço”, disse a senadora ao ser questionada sobre possibilidade de mudança na decisão partidária. “Tem ainda dois dias, mas eu acho que a chance hoje diminuiu bastante”, afirmou em declaração dada durante conversa com jornalistas na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), segundo a CNN.Tereza Cristina aceitou, na semana passada, proposta de Flávio Bolsonaro para integrar a chapa como vice. O candidato chegou a anunciar o aceite, mas o partido desautorizou a composição horas depois.“O Progressista, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina”, afirmou a direção nacional do PP.Flávio, por sua vez, afirmou que respeitaria a decisão da legenda, mas que insistiria. “Óbvio que eu respeito, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca”, disse o senador.O nome de Tereza Cristina foi e voltou ao radar no último mês. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou em entrevista, no dia 21 de julho, que ela não aceitou o convite por preferir apostar na reeleição ao Senado. A possibilidade esfriou, mas a parlamentar mudou de ideia na semana passada e afirmou para aliados de que gostaria de ir à corrida presidencial. A história terminou com a negativa do partido.Uma eventual composição com Tereza Cristina, no entanto, não depende apenas de uma mudança de posição do PP. Progressistas e União Brasil integram uma federação partidária, o que exige que as duas siglas adotem formalmente a mesma orientação na disputa presidencial. Flávio teria, assim, de superar também as resistências do União Brasil. O partido já deu indicativos de que optará pela neutralidade.