O ouro encerrou o pregão desta segunda-feira (3) em queda, ainda pressionado pela valorização recente do dólar e dos juros dos títulos dos Estados Unidos, os Treasuries, apesar do alívio nos preços do petróleo. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em baixa de 0,40%, a US$ 4.075,90 por onça-troy. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "XAUUSD", "XAUUSD" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "2433571"} ); Já a prata para setembro subiu 0,12%, a US$ 57,856 por onça-troy. O que mexeu com o ouro hoje?O metal dourado continuou a perder força com os investidores atentos à política monetária dos Estados Unidos. Na semana passada, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, com dissidência entre os membros do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Hoje, o presidente da unidade do Fed de Nova York, John Williams, afirmou que permanece otimista de que as pressões inflacionárias estão no caminho para diminuir gradualmente, mas se isso não acontecer, o Banco Central não hesitará em responder com aumentos nas taxas de juros para garantir que os preços retornem à meta. “Minha previsão pessoal é que a inflação caia na segunda metade deste ano e caia ainda mais no próximo ano”, afirmou. Williams também reconheceu que há muita incerteza em torno das perspectivas no momento e que o conflito no Oriente Médio torna incerta quando os preços da energia podem diminuir.Hoje, o mercado precifica 66,7% de chance de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, na próxima reunião do Fomc, em setembro, segundo a ferramente FedWatch, do CME Group. “Uma análise de regressão dos preços do ouro indica que tanto a extensão da alta quanto a correção de baixa estão atenuadas neste episódio. O ouro pode ter atingido o piso de sua correção em torno de US$ 3.900 por onça, em vez de recuar até o patamar de US$ 3.700 sugerido pela regressão”, aponta o Deutsche Bank. “O ouro eliminou a defasagem em relação ao seu valor justo. Ao reverter os ajustes do nosso modelo referentes ao excesso de demanda oficial, ainda estimamos que o valor justo do ouro deverá se situar em torno de US$ 4.700 por onça até o final do ano, acima da nossa projeção de US$ 4.600 por onça para o quarto trimestre de 2026″, conclui o banco alemão.*Com informações de Estadão Conteúdo