O União Brasil decidiu, durante a convenção nacional realizada nesta terça-feira (4/8), pela neutralidade nas eleições presidenciais deste ano. A decisão consolida a posição da Federação que compõe com o Progressistas em não apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Sendo assim, a federação libera seus filiados para decidirem sobre os apoiamentos considerando cada cenário estadual. Em nota, o presidente Antonio Rueda disse ter “consciência do peso político” da federação e que a posição “reflete a nossa maturidade política”.O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentava emplacar o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) na vice. Como mostrado pelo Metrópoles, a ex-ministra da Agricultura chegou a aceitar integrar a composição, mas a aliança foi barrada pela cúpula do partido. Ao mesmo tempo, a líder da bancada no Senado disse haver espaço para reverter a decisão.Isso se dá porque, na prática, as legendas em até 15 de agosto para registrar as candidaturas, prazo em que poderão ainda tomar decisões sobre os rumos nessas eleições. Algumas legendas abriram brechas para adiar definições sem a realização de convenções, delegando às executivas nacionais definições sobre chapas majoritárias.Esse foi o caso do Republicanos, que realizou a convenção na manhã de terça-feira, em Brasília, e também formalizou a neutralidade na disputa presidencial. O partido presidido pelo deputado federal Marcos Pereira incluiu na ata a delegação de poderes ao comando nacional para eventuais mudanças na composição.