A prefeitura de Limeira afirmou que vai processar a União por “omissão” pela morte de uma jovem de 21 anos no arremessada sem corda em um salto de “rope jumping”. O caso ocorreu no último sábado (13) na trilha da Ponte do Esqueleto, ponto de prática da atividade na cidade.De acordo com a gestão municipal, a “responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do Governo Federal”. Diz ainda que já havia encaminhado ofícios pedindo medidas de segurança. O prefeito Murilo Félix (Podemos), disse que a área “apresenta riscos conhecidos há anos”.“Desde o início de 2025, a administração municipal vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área”. Em abril de 2024, um ciclista morreu ao cair da mesma ponte. Em agosto do mesmo ano, duas mulheres ficaram feridas gravemente em um acidente no local.A ponte está na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, em uma zona rural. A região é usada para práticas esportivas diversas, como ciclismo e corrida em trilhas. Há 30 anos, no entanto, a ponte é inutilizada e sua obra jamais foi concluída.Entenda o casoUm vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sendo arremessada da ponte em um salto de “rope jumping”, um salto pendular em que a pessoa é presa por uma corda. Na gravação, a jovem aparece sendo lançado pelos instrutores sem o equipamento de proteção.Diferentemente do “bungee jumping”, em que a pessoa é presa pelos pés por uma corda elástica para executar o salto e, após a queda, o corpo sofre o efeito similar ao de um quique, no “rope jumping” a corda é presa à cintura e ao peitoral. Essa estrutura faz com que a pessoa mantenha-se como se sentada no salto.Como a corda é resistente, e não elástica, a pessoa que salta faz uma trajetória pendular no ponto do salto. Neste caso, na ponte. O esporte se popularizou no Brasil recentemente, em 2013, e não é regulamentado, não possui normas nem leis de segurança no País. O “bungee jumping”, por exemplo, é praticado desde 1990 e possui regulamentação.“Foi um erro grotesco. Essa é a palavra correta. Quando a pessoa vai saltar, você tem duas coisas para fazer no local: coloca o equipamento na pessoa e, depois de ela equipada, põe a corda e ela salta. Esqueceram metade da operação. Foi um erro muito básico de alguém que não tinha a mínima noção do que estava fazendo”, disse o presidente da recém-criada Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano, Marco Antonio de Campos, ao Estadão.A associação foi criada neste ano justamente para buscar uma regulamentação da atividade no Brasil. Campos explica que a execução como vista no vídeo, em que a jovem é carregada e arremessada por instrutores, não é comum. O protocolo comum seria permitir que a própria pessoa vá até a plataforma e pule.“A gente não joga o cliente assim. A gente faz isso com amigos e instrutores que conhecemos e já saltaram várias vezes”, diz.A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou a morte no local. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência a partir das 9h55. O caso foi registrado pela Polícia Civil.Seis pessoas foram presas pela polícia militar pela morte de Freitas.(*Com informações de Estadão Conteúdo)The post Prefeitura diz que vai processar União por morte em “rope jumping” em Limeira appeared first on InfoMoney.