A Fifa parece ter encontrado uma saída para contornar a polêmica sobre o árbitro Omar Abdulkadir Artan, de Somália, impedido de entrar nos Estados Unidos para apitar a Copa do Mundo.Segundo a “BBC Sport”, a entidade garantiu que o profissional receberá integralmente os valores acertados para quem trabalhasse nos gramados norte-americanos, canadenses e mexicanos. Leia Mais Análise: Esta já é a “Copa do Mundo do caos”? Copa: Infantino tira responsabilidade da Fifa sobre revisão de vistos Presidente da Fifa lamenta veto a árbitro na Copa: "Não controlamos tudo" Melhor árbitro do continente africano, Artan passou 11 horas retido no aeroporto de Miami para entrevista de migração e acabou tendo seu passaporte diplomático rejeitado, o que o impediu de realizar o sonho de apitar no Mundial.Ele acabou deportado para a Turquia sob a justificativa de “ter ligações com terroristas.”Canadá e México até se solidarizaram com a situação de Omar Artan, mas não conseguiram abrir uma brecha para que o profissional somali trabalhasse em partidas da Copa em seus países pelo fato de todos os árbitros serem obrigados e ficarem “concentrados” nos Estados Unidos.Omar Artan não tinha ciência de quantos jogos apitaria – depende muito do rendimento de um jogo para o outro -, tampouco quanto receberia da Fifa. A taxa para a arbitragem na Copa do Mundo de 2026 será de pouco mais de R$ 500 mil segundo o jornal inglês “Mirror”.O profissional acusou os Estados Unidos de preconceito após sua deportação: “Acho que eles têm um problema com o meu país”, disse.Em sua versão, garantiu ter apresentado toda a documentação necessária para trabalhar nos Estados Unidos. “Estou muito, muito desapontado”, lamentou, na ocasião. Seu sonho é apitar a Copa de 2030, quanto terá 38 anos.Artan teve recepção calorosa em seu retorno a Somália e já está escalado pela Uefa para apitar a final da Supercopa da Europa, entre Paris Saint-Germain, bicampeão da Champions League, e Aston Villa, vencedor da Liga Europa. O duelo abre a temporada europeia em Salzburg, na Áustria, dia 12 de agosto.Governo Trump alega que árbitro barrado tem ligação com terrorismo