Bolsa barata? Inter vê espaço para disparada do Ibovespa até 193 mil pontos

Wait 5 sec.

Mesmo após a forte correção entre o fim de abril e o início de junho, o Inter segue otimista com a bolsa brasileira e vê uma “janela de oportunidade” para investidores.O banco revisou as estimtivas e projeta o Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa brasileira, em 193 mil pontos no fim deste ano, o que implica em potencial de valorização de 13% sobre a pontuação de fechamento anterior. Na última sexta-feira (12), o índice encerrou as negociações no nível dos 171 mil pontos. Para 2027, o Inter prevê o IBOV aos 210 mil pontos em 2027, o que representa um potencial salto de 23% ante os níveis atuais. Para o analista do banco, Rafael Winalda, a bolsa ainda está ‘barata’ e ‘muito atrativa’, a considerar que o múltiplo de preço sobre lucro (P/L) está negociado abaixo da média histórica de 10 vezes P/L. Nas contas do Inter, o preço-alvo de 193 mil pontos implica um múltiplo de 9,5 vezes P/L, nível que o banco considera “justo, conservador e que oferece uma excelente margem de segurança para o investidor”.PARA LEMBRAR: P/L indica quanto o investidor está pagando por cada real de lucro que as empresas geram. Se o P/L é baixo, dizemos que a bolsa está “barata”.A projeção, segundo Inter, também já considera as incertezas associadas ao conflito no Oriente Médio, alta nos preços do petróleo e os receios persistentes com a inflação global, além da volatilidade do ciclo eleitoral – fatores que pressionaram o Ibovespa nas últimas semanas e contribuíram para a queda de 7,2% registrada em maio.“Essa abordagem demonstra que não precisamos contar com cenários mágicos ou lucros astronômicos; basta que as empresas entreguem o que é esperado no meio-termo para que a bolsa destrave um valorconsiderável e caminhe para o nosso alvo”, diz Winalda. Bolsa: resultados do 1T26 reforçam tese positivaNo relatório, o analista Rafael Winalda afirmou que os resultados corporativos do primeiro trimestre deste ano vieram bastante alinhados ao que os analistas aguardavam, sem grandes sobressaltos.Na avaliação dele, a temporada de balanços do 1T26 revelou uma forte resiliência operacional, com receitas agregadas crescendo 7% na comparação anual, acima da inflação. “Ao observarmos o detalhamento, notamos que as receitas das companhias conseguiramsurpreender de forma mais positiva no período. Em contrapartida, o EBITDA chamou a atenção por um salto expressivo na proporção de empresas que reportaram números rigorosamente em linha com as expectativas, reduzindo a taxa de surpresas positivas em relação aos trimestres anteriores”, avalia Winalda. “O lucro líquido também seguiu uma toada mais contida. Historicamente, a média aponta que cerca de 51% das empresas costumam superar as estimativas na última linha do balanço, mas, neste primeiro trimestre, esse indicador ficou um pouco mais modesto, beirando a casa dos 49%”, acrescenta o analista.