Super Quarta: veja o que esperar das decisões do Copom e do FedA chamada “Super Quarta” movimenta os mercados financeiros nesta quarta-feira (17), com as decisões de política monetária do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos. A expectativa predominante entre economistas e investidores é de que as autoridades monetárias sigam caminhos diferentes: enquanto o Copom deve promover um novo corte da Selic, o Fed tende a manter os juros inalterados.No Brasil, a maior parte do mercado projeta uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, que passaria de 14,50% para 14,25% ao ano. Caso a expectativa sobre a decisão do Copom se confirme, será o terceiro corte consecutivo da taxa Selic.Apesar da perspectiva de afrouxamento monetário, o ambiente segue desafiador para o Banco Central. Nas últimas semanas, as preocupações com a inflação ganharam força diante da alta dos preços do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio, além de sinais de atividade econômica mais aquecida e de um mercado de trabalho ainda consistente.Outro ponto de atenção é a comunicação do Copom, que deve ser acompanhada de perto pelos ivestidores. Parte do mercado avalia que o colegiado poderá indicar que o espaço para novas reduções da Selic está se tornando mais limitado, diante da deterioração das expectativas de inflação e da persistência das pressões sobre os preços.Fed deve manter juros nos Estados UnidosNos Estados Unidos, a expectativa é praticamente consensual de manutenção da taxa de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. A decisão do Fed ocorre em um momento de inflação acima de 4%, no maior patamar em três anos, e de um mercado de trabalho que segue aquecido.A reunião desta quarta-feira também marca a estreia de Kevin Warsh no comando do Fed. Por isso, investidores acompanharão com atenção não apenas a decisão sobre os juros, mas também o comunicado da autoridade monetária, as projeções econômicas e as declarações do novo presidente.Embora tenha sido indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já se manifestou favoravelmente à redução dos juros, a expectativa do mercado é de que o Fed mantenha um tom cauteloso em sua primeira reunião sob a nova liderança.Além da decisão sobre as taxas, os investidores buscarão sinais sobre os próximos passos da política monetária americana e eventuais mudanças na gestão do balanço de ativos do banco central dos EUA.