Durigan: Banco Central falhou na supervisão do Banco Master

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (17) que as fraudes financeiras envolvendo o Banco Master tiveram origem em uma falha de supervisão do BC (Banco Central). A instituição financeira foi liquidada pela autoridade monetária em novembro do ano passado.“Olha o que a gente viu no governo Bolsonaro, em especial na gestão Roberto Campos Neto. O caso do Banco Master nasce com a falha de supervisão do Banco Central”, disse Durigan a deputados. Leia Mais Ceron: Subsídios serão encerrados se petróleo estabilizar perto de US$ 80 Fim da 6x1: Mudança terá custo bilionário a municípios, diz associação "Prévia do PIB": IBC-Br vem abaixo das expectativas e avança 0,50% em abril Segundo Durigan, a falha de supervisão está relacionada à queda contínua no número de servidores do Banco Central, associada à falta de recursos para a realização de novos concursos e mais contratações.O chefe da pasta econômica participou na manhã desta quarta-feira (17) de uma sessão conjunta das Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. A reunião teve como objetivo debater sobre as diretrizes das políticas fiscais e econômicas conduzidas pelo governo.PEC do BCAo ser questionado sobre a proposta que confere maior autonomia ao Banco Central, Durigan defendeu o fortalecimento da autoridade monetária e de outras agências reguladoras. Contudo, o chefe da pasta econômica indicou ter preocupações acerca do conteúdo da PEC (Proposta de Emenda à Constituição).A PEC amplia a autonomia do Banco Central, o que implica maior liberdade administrativa, um orçamento próprio para despesas, estrutura e pessoal, com menor dependência do Tesouro Nacional. A iniciativa é defendida pelo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo.“A gente não pode, a pretexto de fortalecer institucionalmente o Banco Central, criar uma série de distorções na contabilidade pública”, disse Durigan.