Hora ou outra, questões envolvendo os games voltam à tona. Normalmente, acusações como estímulo à violência, vício, isolamento social e dependência psicológica são frequentemente retomadas. Entretanto, o completo oposto tem sido constatado em estudos conduzidos pela Oxford, mostrando como os videogames podem ser benéficos para os jogadores.PowerWash Simulator e bem-estarPowerWash Simulator, lançado em 2022 e desenvolvido pela FuturLab – Imagem: Reprodução / FuturLabFeito pela universidade de Oxford, em parceria com a FuturLab, o estudo nos mostrou algo bem interessante. Basicamente, 72% dos participantes mostraram melhora no humor enquanto jogavam esse jogo. Um cozy game bem simples, se resumindo a limpar frentes de casa, veículos e muitas outras coisas, usando uma lavadora de alta pressão, a famosa “vap”.Publicado no periódico Games: Research and Practice, o estudo foi conduzido com 8.695 jogadores, em países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Alemanha. Foram 67.328 sessões de jogo, em uma versão de PowerWash Simulator voltada para pesquisas.A mudança positiva no humor foi experienciada, de acordo com os próprios jogadores, logo nos primeiros 15 minutos de jogo. Algo que, de acordo com o próprio estudo, corrobora o que pesquisas qualitativas e relatos de jogadores do mundo todo já sugeriam: pessoas se sentem bem jogando videogames.Animal Crossing: New Horizons e Plants vs Zombies: Battle for NeighborvilleAnimal Crossing: New Horizons, lançado em 2020 e desenvolvido pela Nintendo – Reprodução / NintendoUm dos primeiros estudos relacionados, também realizado pela universidade de Oxford, já mostrava a relação entre jogos e bem-estar. As experiências de competência e conexão social com outras pessoas se mostraram mais prováveis durante a jogatina, enquanto quem obteve satisfação com isso também relatou experiências positivas de bem-estar.“Nossos resultados mostram que videogames não são necessariamente ruins para a saúde; existem outros fatores psicológicos que têm um efeito significativo no bem-estar das pessoas. Na verdade, jogar pode ser uma atividade que se relaciona positivamente com a saúde mental das pessoas”Professor Andrew Przybylski, Diretor de Pesquisa do Instituto de Internet de OxfordMais de 3.270 jogadores foram convidados a responder o questionário, elaborado pelos pesquisadores, visando avaliar o bem-estar, tempo de jogo e experiências motivacionais durante o jogo. Respostas que foram combinadas com dados comportamentais objetivos dos participantes, coletados pelas empresas dos jogos.O cruzamento desses dados levou a algumas conclusões um tanto quanto interessantes, mais precisamente:O tempo efetivamente gasto jogando foi um fator positivo pequeno, mas significativo, no bem-estar dos participantes.As experiências subjetivas dos jogadores durante o jogo podem ser um fator mais importante para o bem-estar, mais relevante do que o tempo de jogo em si.Jogadores que experimentam uma satisfação genuína com games mostram maior bem-estar.Os resultados vão de encontro com pesquisas anteriores, que sugerem que pessoas, cujas necessidades psicológicas não são atendidas na “vida real”, podem também relatar bem-estar negativo em relação aos jogos.Além de mostrar uma experiência positiva, inclusive social, o estudo também indica que problemas sociais e de saúde mental não têm relação direta com os jogos. Ao contrário, os jogos podem contribuir para a saúde mental das pessoas, principalmente no que se refere à sensação e experiência de bem-estar.O post Pesquisa Oxford – Cozy Games x Autocuidado apareceu primeiro em Olhar Digital.