No Brasil, a perda média de consumidores chegou a R$ 10.699 com golpes digitais: um aumento de 60% com relação a 2024. Essas fraudes não fazem distinção de vítimas: pessoas de todas as classes sociais e de todas as idades estão sujeitas a cair. Mas, embora pessoas com mais idade tenham menor familiaridade com a tecnologia, são os mais jovens que têm sofrido mais. A conclusão é do relatório de Tendências de Fraude de 2026 da TransUnion e mostra que os jovens da Geração Z, são, agora, os mais suscetíveis a sofrer perdas com esquemas de fraude baseados em confiança. Isso se explica, principalmente, por que as pessoas nascidas entre 1997 e 2012, que compõem a também chamada de ‘geração de nativos digitais’, estão mais propensas a fazerem uso intensivo de plataformas de redes sociais, jogos on-line e criptomoedas pode contribuir para essa maior exposição ao risco.Como resultado, 39% desses jovens afirmaram ter sido impactados por fraudes digitais no último ano — o maior índice observado entre todas as gerações. Entre os tipos de fraude relatados pela Geração Z, os esquemas baseados em confiança figuraram entre os mais recorrentes, incluindo fraudes de roubo e comercialização de identidade em plataformas legítimas de comércio eletrônico (27%) e esquemas de “conta laranja” (26%). Esses percentuais superam o índice geral de 24%, também o mais elevado entre as categorias analisadas. Leia tambémO paradoxo da fraude digital: menos ataques, prejuízos maioresRelatório aponta que o avanço das transações online dilui a proporção de casos suspeitos, mas fraudes seguem mais complexas e financeiramente devastadorasTelefone perigosoO relatório ainda evidencia que os sistemas de fraudes estão mais sofisticados e difíceis de detectar, sobretudo porque os criminosos digitais deixaram de explorar apenas falhas técnicas e passaram a se passar por pessoas ou empresas confiáveis para enganar consumidores, ao mesmo tempo em que exploram, cada vez mais, vazamentos de dados. “Assim, aplicam golpes mais difíceis de detectar — invadem contas com dados roubados, criam perfis falsos que parecem legítimos ou convencem a própria vítima a autorizar uma transação acreditando estar falando com uma empresa confiável”, resume o relatório.Ainda segundo o levantamento, os esquemas baseados em engenharia social e personificação lideram as estatísticas. No Brasil, o grande vilão é o Vishing: golpe por ligações telefônicas fraudulentas, em que criminosos se passam por representantes deinstituições, como bancos, para obter informações pessoais.Este tipo de fraude foi apontada por 32% das vítimas no país como o método utilizado para lhes roubar dinheiro. A invasão de contas por meio de credenciais roubadas também mostrou crescimento de 37% a nível global.Para não fazer parte destas estatísticas, veja, abaixo, algumas dicas de segurança de especialistas: 1. O perigo do “número mascarado” (Vishing)Como funciona: O criminoso liga para o seu celular. Graças a softwares de alteração de chamadas, sua tela pode mostrar o nome real do seu banco ou o número verdadeiro da linha de apoio ao cliente. Com voz profissional, os golpistas afirmam que houve uma “movimentação suspeita” na sua conta e que precisa de confirmação dos seus dados ou da realização de alguma operação no aplicativo do banco para testes. Como se proteger: Desligue imediatamente. Os bancos nunca pedem senhas, códigos SMS ou transferências bancárias para anular fraudes. Ligue de volta para o seu banco, mas utilize o número que está impresso no verso do seu cartão físico, idealmente a partir de outro telefone (para evitar que a linha fique presa pelo criminoso).2. A invasão silenciosa (Account Takeover)Como funciona: Os criminosos compram bases de dados antigas que foram roubadas da internet (de sites de hotéis, e-commerce ou redes sociais). Como a maioria das pessoas repete a mesma senha no e-mail, nas redes sociais e nos aplicativos de bancos, os golpistas usam robôs para testar essas senhas em massa até conseguirem acesso às suas contas.Como se proteger: Utilize senhas fortes e exclusivas para cada aplicativo e ative a Autenticação de Dois Fatores (2FA). Cheque, regularmente, se suas senhas ou dados vazaram. É possível fazer isso pela ferramenta do Google, que verifica se suas senhas armazenadas foram vazadas, e pelo aplicativo Senhas, para quem utiliza iPhone. 3. O golpe do “dinheiro dácil” (Conta Laranja)Como funciona: Ofertas nas redes sociais prometem pagamentos rápidos de R$ 200 a R$ 500 apenas para “emprestar” a sua conta bancária por algumas horas para receber uma transferência.Como se proteger: Nunca aceite. Isto é um crime financeiro conhecido como “utilização de conta laranja”. O dinheiro transferido é fruto de sequestros, golpes ou extorsões. Ao ceder a conta, o utilizador torna-se cúmplice do crime e poderá responder judicialmente perante as autoridades.The post Brasileiro perde, em média, R$ 11 mil por golpe digital e Geração Z é a maior vítima appeared first on InfoMoney.