Muitos aparelhos conectados deixam o Wi-Fi mais lento? Entenda por quê

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O brasileiro está cada vez mais conectado em casa, com vários equipamentos usando a internet ao mesmo tempo. Apesar de muitos lares já terem fibra óptica, contratar velocidade alta não garante rede estável dentro de casa. Em geral, a raiz dos problemas está na superlotação da rede doméstica. Dispositivos como TV inteligente, notebooks, celulares, consoles de jogos, câmeras e assistentes de voz disputam a mesma faixa de Wi-Fi. 3 recursos do Google Labs para aprender com IA Desfile de moda em Seul tem robôs desfilando ao lado de modelos YouTube amplia detecção de vídeos com IA às vésperas de eleição no Brasil É justamente essa competição, por sinal, que faz até planos mais rápidos não funcionarem direito. Além disso, casas com andares ou paredes espessas acabam tendo alcance menor de sinal.Por que muitos dispositivos deixam o Wi-Fi lentoDe acordo com um estudo do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), 86% das casas brasileiras tinham acesso à internet em 2025. O número dos domicílios com fibra óptica também impressiona, chegando a 73% das conexões.Porém, isso não significa que toda a velocidade contratada estará disponível para cada aparelho da casa. Cada dispositivo conectado consome uma parte da banda fornecida pela operadora, mesmo quando não está sendo usado ativamente.Por exemplo, uma smart TV pode baixar atualizações em segundo plano, um console pode instalar patches enquanto ninguém joga, e assistentes virtuais permanecem ligados esperando comandos.Com isso, todos os aparelhos “disputam” o mesmo canal de conexão. Quanto mais dispositivos conectados, maior a chance de interferências, colisões de sinal e sobrecarga no roteador.Um dos principais problemas está justamente nos roteadores oferecidos pelas operadoras de internet, que não têm capacidade de processar tantas conexões ao mesmo tempo. A maioria possui hardware limitado e não é otimizado para tráfego intenso.Segundo dados da Anatel, a velocidade média contratada para banda larga fixa no Brasil foi de 450 Mbps no segundo trimestre de 2025. • Créditos: Pixabay/PexelsOutro fator importante é a própria interferência física que a casa pode representar. O sinal do Wi-Fi perde força à medida que se afasta do roteador e encontra obstáculos, como paredes, portas e lajes.Segundo a empresa de consultoria Statista, o número de dispositivos conectados à internet deve chegar a 29,7 bilhões em todo o mundo até 2027. Um dos principais fatores por trás desse crescimento é a expansão da Internet das Coisas (IoT), que conecta à rede produtos como lâmpadas, fechaduras, tomadas e eletrodomésticos inteligentes.Home office exige internet estávelDados do IBGE apontam que 7,4 milhões de brasileiros já fazem home office total ou parcial. Nesse cenário, a estabilidade da internet doméstica passa a ser essencial.Enquanto tarefas como baixar arquivos ou assistir a vídeos conseguem lidar melhor com pequenas oscilações na conexão, chamadas de vídeo exigem um tempo de resposta baixo para evitar atrasos no áudio e na conversa.O problema é que qualquer disputa de banda no roteador pode aumentar rapidamente essa latência. Por exemplo, se alguém começar um streaming pesado ou se o sistema operacional iniciar uma atualização de fundo, a reunião de trabalho pode travar.Além de prejudicar reuniões e outras atividades online, o excesso de dispositivos conectados na mesma rede também pode aumentar os riscos de segurança.Quando computadores de trabalho compartilham o mesmo roteador com dispositivos de IoT, uma vulnerabilidade em qualquer aparelho conectado pode servir como porta de entrada para invasores.Em outras palavras, quanto mais aparelhos estiverem conectados à mesma rede Wi-Fi, maiores são as chances de que uma falha de segurança seja explorada por invasores.“Quando dispositivos IoT, câmeras, televisores, assistentes de voz, estão na mesma rede que o notebook corporativo, qualquer vulnerabilidade em um desses aparelhos pode ser explorada para acessar dados sensíveis da empresa”, explica o especialista em segurança cibernética e CEO da Security First, Fernando Corrêa, em mensagem à CNN Brasil.Wi-Fi 2,4G e Wi-Fi 5G: qual é melhor para usar em casa?