Copasa (CSMG3): BTG retoma cobertura e vê potencial de 44% após privatização; ação aparece entre as principais altas do Ibovespa

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O BTG Pactual retomou a cobertura de Copasa (CSMG3) considerando a sua nova condição de empresa administrada pelo setor privado, sob a gestão de uma das companhias com o histórico de recuperação operacional mais sólido do país, a Equatorial (EQTL3).O banco elevou o preço-alvo do ativo para R$ 81, o que implica um potencial de valorização de 44,3% em relação ao fechamento anterior (17), e manteve a recomendação de compra.A Copasa aparece como a terceira maior alta do Ibovespa (IBOV) nesta quinta-feira (18), com avanço de 3,12% (R$ 57,90), por volta das 13h30 (horário de Brasília). No mesmo horário, o principal índice da bolsa brasileira recuava 0,16%, aos 168.182,02 pontos, com as ações ligadas ao petróleo pesando no IBOV. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "CSMG3", "CSMG3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "36aa2ec"} ); Dividendos da Copasa no radar?Na avaliação dos analistas do BTG, a Copasa pode se tornar uma atrativa geradora de dividendos em um horizonte relativamente próximo. Ao considerar uma alavancagem estimada em aproximadamente 2,2x a dívida líquida/Ebtida para 2026, a expectativa é de que a companhia tenha capacidade de distribuir a totalidade de seus lucros aos acionistas, afirmam.Pelos cálculos do banco, isso implicaria um rendimento de dividendo médio de 7,6% entre 2026 e 2028, com potencial para alcançar percentuais de dois dígitos nos anos seguintes.Fator de risco para o preço-alvoPara o BTG, além de melhores incentivos e de um arcabouço jurídico favorável aos negócios, o processo de privatização da Copasa avança paralelamente à assinatura de contratos revisados com os municípios onde a companhia atua. Segundo o banco, cerca de 30% das receitas da empresa já estão cobertas por contratos renovados. “Nossa expectativa é que a maior parte dos municípios assine contratos em termos semelhantes aos do município de Belo Horizonte. Nosso preço-alvo considera adesão integral“, detalha o banco.Segundo o banco, os novos contratos agregam valor em três frentes:Mecanismo pré-estabelecido de compartilhamento de ganhos de eficiência operacional (opex);Incorporação dos serviços de esgoto nos municípios onde a companhia atualmente presta apenas serviços de abastecimento de água;Prazo de vigência mais longo, com vencimento em 2073.Contudo, a falta de adesão integral dos municípios aos contratos é o principal fator de risco para o novo preço-alvo estabelecido pelo BTG para a Copasa. A taxa efetiva deverá ser conhecida até o final de setembro, prazo em que os 70% restantes devem aderir ou não ao termo. Já em termos de volatilidade de médio prazo, Minas Gerais, assim como os demais estados brasileiros, realizará eleições para governador neste ano, o que, a depender do resultado, pode trazer maior incerteza em torno de futuros reajustes tarifários da companhia, considera o banco. “Em nossa avaliação, a Equatorial deverá desempenhar um papel importante na gestão dos riscos regulatórios associados à tese de investimento”, afirma.