Oriente Médio: Irã conseguiu o que queria com acordo, diz especialista

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O Irã obteve, em essência, o que almejava com a assinatura do memorando de entendimento com os Estados Unidos, segundo avaliação de Hussein Kalout, professor de Relações Internacionais da USP e pesquisador de Harvard. Em entrevista ao WW, Kalout analisou os 14 pontos do acordo e destacou as principais concessões obtidas pelos iranianos.O que o Irã conquistou no acordoHussein Kalout enumerou as principais demandas atendidas ao Irã no âmbito do documento. “Se a gente olhar os 14 pontos do acordo, o Irã conseguiu basicamente o que queria”, afirmou.Segundo ele, os iranianos obtiveram acesso a recursos financeiros, garantias de reconstrução, desbloqueio de ativos, a não imposição de novas sanções e a possibilidade de revogação de sanções antigas. Em contrapartida, o país aceitou a reabertura de negociações sobre o Estreito de Ormuz.O especialista ressaltou que, no âmbito do acordo, os iranianos também aceitaram formalmente a não construção de uma bomba atômica — ponto central para os norte-americanos. Leia mais Cerca de 25 navios cruzaram o Estreito de Ormuz na quinta-feira (18) “Todo o Líbano deveria queimar”, diz ministro de Israel Irã quer garantias sobre Líbano antes de retomar negociações com os EUA Ao mesmo tempo, o Irã garantiu o direito de manter seu programa nuclear para enriquecimento com fins civis. “O Irã conseguiu preservar o direito a ter o seu programa nuclear para enriquecimento para fins civis“, destacou Kalout.Comparação com acordo anterior e pontos vulneráveisO professor comparou o novo documento ao acordo firmado durante o governo do presidente Barack Obama, classificando o memorando atual como ainda mais favorável ao Irã.“Na verdade, é um documento piorado, muito em favor do Irã”, declarou. Para os Estados Unidos, a principal conquista foi o compromisso iraniano de não desenvolver armamento nuclear.O especialista também apontou um ponto vulnerável do acordo: a questão do cessar-fogo no Oriente Médio, que se divide em duas etapas distintas. Enquanto considerou possível alcançar um cessar-fogo no Golfo, Kalout se mostrou cético quanto à cessação das hostilidades entre Israel e o Líbano.“Esse cessar-fogo entre Israel e o Líbano eu acho muito difícil e improvável de ser alcançado, pelo menos até outubro, até a eleição em Israel”, concluiu. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.