Os jornalistas do Senegal, que vai enfrentar a França na tarde desta terça-feira (16), estão enfrentando um dilema: não vão poder acompanhar a seleção africana em seu terceiro jogo pela Copa do Mundo FIFA 2026, por conta da política de imigração dos Estados Unidos.Os representantes da mídia senegalesa estarão confinados nos EUA porque o jogo dos “Leões de Teranga” contra o Iraque está marcado para o Canadá, em 26 de junho. Após vários jornalistas terem seu pedido de acesso aos Estados Unidos recusado, outros obtiveram um documento válido por noventa dias, mas que permite apenas uma entrada nos EUA.LEIA MAIS: Calendário da Copa: saiba como acompanhar os 72 jogos da 1ª fase sem se perderOu seja, quem cruzar a fronteira para cobrir o jogo, simplesmente não conseguirá voltar para continuar seu trabalho caso a seleção permaneça no torneio.Ao jornal francês Le Monde, Abdoulaye Thiam, presidente da Associação Nacional da Imprensa Esportiva do Senegal tratou o caso como “uma grande desolação, uma grande decepção”.“Não somos apoiadores, estamos aqui para trabalhar. Nosso campo de atuação é, antes de tudo, a seleção nacional do Senegal, mas também devemos cobrir toda a Copa do Mundo, que acontece em três países”, detalhou.Segundo Ibrahima Mboup, jornalista e comentarista do canal público Radio Télévision Sénégalaise (RTS), disse ao diário francês, nenhum de seus compatriotas poderá viajar para Toronto para a última partida da fase de grupos e todos estão sendo forçados a permanecer nos Estados Unidos. “Condições de trabalho não ideais”, lamentou o profissional, que está após sua terceira Copa do Mundo.“Quando você é correspondente especial da Copa do Mundo, é acompanhar todas as partidas do seu país e aquelas que você quiser. Aqui, não temos escolha. As autoridades americanas decidiram fazê-lo. Teremos que nos adaptar”, reconheceu.Leia também: Senegal exibe contestado troféu da Copa Africana das Nações em amistoso contra o PeruO problema pode surgir novamente se os “Leões de Teranga” conseguirem a classificação para a fase eliminatória.Vistos caso a casoO jornal explica que a situação varia para as dez nações africanas presentes na Copa do Mundo. A administração Trump emitiu diferentes vistos, caso a caso. Pessoas de Gana e Tunísia, por exemplo, tiveram direito a vistos de múltiplas entradas, permitindo que entrassem e saíssem dos Estados Unidos à vontade para viajar para o Canadá e México durante a competição, informaram as federações dessas equipes ao mundo. O mesmo tratamento vale para aqueles do Marrocos.Por outro lado, jornalistas marfinenses tinham direito a visto com apenas duas entradas nos Estados Unidos. Já os repórteres da República Democrática do Congo foram recebidos com uma recusa categórica, tanto para o Canadá quanto para os Estados Unidos, por causa da epidemia de Ebola.The post Jornalistas do Senegal recebem visto único para EUA e não podem ir ao Canadá appeared first on InfoMoney.