Por que a Apple vai permitir lojas alternativas à App Store no Brasil

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A Apple anunciou que desenvolvedores baseados no Brasil agora podem distribuir seus aplicativos para iOS por meio de lojas de aplicativos alternativas.A mudança é resultado de um acordo entre a big tech e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).Além disso, os pagamentos passam a poder ser realizados fora da App Store. A mudança já está disponível nos iPhones com a atualização do IOS 26.5.Não se trata de uma exclusividade brasileira. Medidas semelhantes já foram implementadas na União Europeia e no Japão.Nos Estados Unidos, a big tech permite que desenvolvedores direcionem usuários para opções de pagamento externas. A medida é decorrente de um processo movido pela Epic Games contra a fabricante do iPhone.O que diz o acordo entre Apple e o CADEA investigação do Cade teve início em dezembro de 2022. Na ocasião, o Mercado Livre fez uma denúncia que indicava um possível abuso de posição dominante na distribuição de aplicativos.Com o desenrolar da história, a Apple optou por um processo de acordo apenas em julho de 2025.No caso do mercado brasileiro, as atualizações incluem novas medidas de proteção, como:notarização para aplicativos iOS distribuídos fora da App Storerequisitos de autorização para lojas alternativas de aplicativosoutras regras destinadas a proteger crianças contra conteúdos inadequados e golpesMocinho ou o vilão?Mesmo com a abertura para lojas de aplicativos e sistemas de pagamento de terceiros, os desenvolvedores externos terão que pagar uma comissão de 21% sobre as vendas.Em alguns casos, como os participantes do Programa de Pequenas Empresas, a taxa será reduzida para 10%.Já para quem utilizar o sistema de compras da própria Apple, haverá uma taxa adicional de 5%.As vendas de bens e serviços digitais realizadas em sites vinculados aos aplicativos sofrerão com uma comissão de 15%. No caso de desenvolvedores elegíveis às condições reduzidas, a taxa vai para 10%.Os aplicativos distribuídos fora da App Store terão taxa de 5% sobre a venda de bens e serviços digitais, incluindo apps pagos.No Brasil, os desenvolvedores precisarão concordar com a versão mais recente do contrato de licença até 6 de julho de 2026, segundo a Apple.*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.*Com informações da TechCrunch.