Uma instrução normativa do BC (Banco Central) publicada no DOU (Diário Oficial da União) na quarta-feira (17) definiu a exclusão dos limites diários de R$ 500 por transação de Pix por aproximação. A nova regra entra em vigor em 1º de outubro de 2026. A publicação exclui os artigos da primeira instrução de agosto de 2024, que impunha o teto. Agora, será permitido aos usuários solicitarem o aumento ou a redução do limite nesta modalidade. México e EUA avançam nas negociações sobre revisão de acordo comercial BC da Rússia corta juros a 14,25% e avalia novas reduções Líderes da UE devem entrar em choque sobre próximo orçamento do bloco O Pix por aproximação está disponível desde fevereiro de 2025 e funciona de forma bastante similar aos cartões de crédito e débito cadastrados em carteiras digitais. Desde que passou a vigorar, todas as instituições financeiras passaram a oferecer obrigatoriamente a ferramenta.Além disso, a modalidade permite que o consumidor inclua o Pix nas carteiras digitais — como Google Pay, Apple Pay Samsung Pay, entre outras —, excluindo a necessidade de acessar o aplicativo da instituição financeira para executar as transações.Para ativar o Pix por aproximação, o consumidor deverá vincular a conta à carteira digital do celular.Acesse a carteira digital;Selecione a vinculação da conta à carteira;O aplicativo do banco será acionado;Autorize a vinculação do Pix por aproximação à carteira digital;Para usar o pagamento via Pix por aproximação, as etapas são semelhantes às de cartões de débito e crédito vinculados ao celular.Informe ao atendente o meio de pagamento;Revise se as informações de pagamento estão corretas;Aproxime o celular da máquina de pagamento;Autorize o Pix.O meio de pagamento, em pouco mais de cinco anos de existência, tem se consolidado como a forma de realizar transações mais utilizada pelos brasileiros e usado por 76,4% da população.Desde que foi criada, a plataforma já movimentou mais de R$ 75,4 trilhões e contabilizou cerca de 181,6 bilhões de operações, de acordo com dados do BC compilados pelo CNN Money no fim do ano passado.Além disso, segundo Gabriel Galípolo, presidente do BC, o meio de pagamento foi um dos fatores mais relevantes para a bancarização dos brasileiros ao longo dos últimos anos — facilitando o acesso ao crédito e ao consumo.Pix por aproximação: Confira os detalhes da nova tecnologiaNessa linha, em audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal em maio deste ano, Galípolo afirmou que não existe uma rivalidade entre o Pix e cartão de crédito e que, na verdade, os dois são complementares.“O Pix incluiu pessoas que estavam à margem do sistema, que passaram a ter contas bancárias e, consequentemente, cartão de crédito”, afirmou. Segundo a autoridade, os clientes bancários cresceram a partir da criação do Pix, e evoluíram junto dele.Levantamentos recentes apontam também que o pagamento de mensalidades em escolas e instituições de nível superior via Pix avançou 21% em 2025, com movimentação de R$ 690 milhões, segundo dados da Gennera.Ainda, segundo a fintech de pagamentos Ebanx, o meio de pagamento está prestes a ampliar a recém-conquistada liderança sobre os cartões de crédito no e-commerce e responder por metade das transações nesse mercado até 2028.Mais de R$ 1 bi em golpes e falhas no Pix já foram devolvidos pelo BC