O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e uma delegação do Irã foram à Suíça para negociações marcadas para este domingo (21), após ataques no Líbano ameaçarem inviabilizar o processo diplomático.Essas serão as primeiras discussões presenciais entre autoridades dos dois países desde a assinatura de um memorando de entendimento de 14 pontos na semana passada.Veja abaixo o que deve ser discutido no encontro. Leia Mais: Delegação do Irã chega à Suíça para negociações com EUA Vice dos EUA inicia viagem à Suíça para negociações com Irã Trump: Não haverá cobrança de pedágio em Ormuz, a menos que EUA imponham Guerra no LíbanoO Irã tem insistido que não avançará nas negociações com os EUA se Israel continuar seus bombardeios mortais no Líbano, onde o conflito com Hezbollah ainda está em curso.Um oficial iraniano disse à CNN que esta é a principal questão para a delegação de negociação e que o regime não considera avançar para a próxima fase das negociações até que a situação no Líbano seja resolvida.Estreito de OrmuzNo sábado (20), o comando militar do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, citando a questão do Líbano.Os militares dos EUA, por sua vez, negaram que o Irã controle o canal, e o presidente Donald Trump ameaçou impor pedágios americanos na rota de navegação caso um acordo não seja alcançado.Os mediadores estarão empenhados em resolver essas questões e manter o fluxo de cargas pelo estreito.Questão nuclearSe os negociadores conseguirem chegar a um consenso, a próxima etapa das conversas provavelmente se concentrará no programa nuclear iraniano.Vance disse a repórteres, ao partir para a Suíça no sábado, que espera fazer algum progresso sobre o assunto neste fim de semana.No acordo inicial, o Irã concordou em “não adquirir ou desenvolver armas nucleares”, mas as partes concordaram em aguardar para decidir o que fazer com o estoque de material nuclear enriquecido de Teerã até que entrassem em um prazo de 60 dias para negociar os termos finais.O que acontecerá com esse estoque tem sido um dos principais pontos de discordância nas negociações, portanto, não é um obstáculo pequeno.*Sophia Saifi da CNN, Adam Pourahmadi e Kaanita Iyer contribuíram para esta reportagemPor que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?