O crescimento acelerado da equinocultura brasileira abriu espaço para novos investimentos em reprodução e melhoramento genético. De olho nesse cenário, a Seleon decidiu expandir sua atuação para além da pecuária bovina e inaugurou uma central dedicada à coleta e processamento de sêmen equino.Com investimentos voltados à expansão dos negócios, a Seleon escolheu Itatinga (SP) para instalar a operação dedicada à equinocultura. Em uma fazenda de 250 hectares, a Seleon Equinos marca a entrada da empresa no mercado de genética equina.A aposta da empresa ocorre em um momento de forte expansão do setor. Segundo o diretor da Seleon, Bruno Grubisich, o Brasil passou a ocupar posição de destaque no mercado mundial de cavalos e já reúne cerca de 5 milhões de animais.“O Brasil hoje é o quarto maior mercado de equinos do mundo. Quando observamos esse crescimento e a demanda por mais tecnologia, percebemos uma oportunidade importante para investir no setor”, afirma. Leia Mais Bahia Farm Show aposta na pecuária e estreia leilão de animais Bezerro macho nascido em fazenda leiteira não é mais problema Concentração de negócios frigoríficos divide mercado da pecuária De acordo com o executivo, embora o mercado tenha avançado rapidamente nos últimos anos, a infraestrutura voltada à reprodução ainda não acompanhou o mesmo ritmo de crescimento. Isso abriu espaço para investimentos em genética, reprodução assistida e serviços especializados.“Percebemos que existia uma oportunidade de trazer para a equinocultura tudo aquilo que construímos ao longo dos últimos 13 anos na bovinocultura com tecnologia, gestão, transparência e profissionalização”, explica.A nova unidade foi construída com foco na coleta, processamento e conservação de material genético, utilizando tecnologias semelhantes às empregadas pela empresa na reprodução bovina.O potencial do mercado brasileiro também chama atenção quando analisadas algumas raças específicas. Segundo Grubisich, o país já ocupa posição de destaque global no segmento do Quarto de Milha.“Se olharmos apenas para o Quarto de Milha, o Brasil já é o segundo maior mercado do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos”, afirma.Além dos investimentos em genética, o executivo observa crescimento em áreas ligadas à nutrição animal, centros de treinamento e serviços especializados, reforçando o processo de profissionalização do setor.A empresa já recebeu autorização para operar no mercado interno e agora trabalha para conquistar habilitações que permitam exportar material genético equino. Embora o Brasil ainda seja um importador de genética para cavalos, a expectativa é que o país possa repetir a trajetória observada na bovinocultura.“Hoje o Brasil ainda importa mais genética equina do que exporta, mas acreditamos que existe um enorme potencial. Assim como aconteceu com os bovinos, temos condições de nos tornar uma referência internacional também na genética equina”, afirma.Para Grubisich, a combinação entre a expansão do mercado nacional, a qualidade dos criatórios brasileiros e a adoção de novas tecnologias deve impulsionar o setor nos próximos anos. “Acreditamos que o Brasil tem vocação para se tornar um hub de genética equina e queremos participar dessa construção desde o início”, conclui.https://stories.cnnbrasil.com.br/economia/producao-e-exportacoes-recordes-redefinem-a-pecuaria-brasileira/