O Guns N’ Roses esteve entre as atrações principais do Download Festival no último sábado (13). Durante o evento britânico, a banda tocou 27 canções em uma apresentação de aproximadamente 3h, analisada pela revista especializada Classic Rock.O jornalista Stephen Hill ficou responsável por assistir à performance e atribuiu ao espetáculo a nota 2,5 de 5. Para o colaborador, há um grande problema no show do GN’R, explícito nas escolhas para o festival.Em suas palavras, o set contém momentos muito “cansativos”. Como exemplos, o profissional citou a releitura de “Sabbath Bloody Sabbath”, do Black Sabbath, que vem sendo executada desde o Back to the Beginning em julho do ano passado, e os solos de Slash, descritos como intermináveis: “Tudo começa a parecer cansativo quando o Guns N’ Roses detona ‘Sabbath Bloody Sabbath’, soando como uma banda de bar tocando ‘Black Leather’, dos Sex Pistols, ou quando deixa Slash fazer solos que parecem não ter fim.”Além disso, ao seu ver, há “momentos dispensáveis” que poderiam dar lugar a outros sucessos. Elogiando as reações causadas pelos clássicos e a sequência final, Hill concluiu:“O Guns N’ Roses poderia ter cortado uma hora da apresentação, preenchido seu horário apenas com grandes sucessos, sem momentos dispensáveis, e mantido o público completamente envolvido. Quando chega a sequência final com ‘Don’t Cry’, ‘November Rain’, ‘Nightrain’ e ‘Paradise City’, o resultado é tão arrebatador que quase faz esquecer os momentos mais lentos e arrastados da noite. No fim das contas, os pontos altos do show continuaram sendo extraordinários, mas esta esteve longe de ser uma apresentação clássica do Guns N’ Roses. Nesse caso, menos teria sido mais.“Sem shows curtosPouco antes de subir ao palco, o guitarrista Richard Fortus concedeu uma entrevista ao canal da Gear4music Guitars e mencionou os repertórios ao vivo do grupo. O músico ressaltou que, além de não fazer apresentações curtas, a banda descobre o setlist “na hora” com o vocalista Axl Rose:“Nós realmente não fazemos shows curtos. Três horas é o mínimo. Não trabalhamos com setlists. Então, nunca sabemos exatamente o que vamos tocar. Sabemos que vamos começar com ‘Welcome to the Jungle’ e, depois disso, quem sabe, né? O Axl simplesmente vai chamando as músicas.”Falando à rádio Rock 95.5 em janeiro, Slash fez questão de destacar que o set não é fixo e explicou que as apresentações longas do GN’R acontecem de maneira natural devido “à quantidade de material”:“O Guns N’ Roses nunca fez o que você chamaria de um ‘grande show ao vivo’, no sentido de algo coreografado. Só montamos o equipamento e tocamos. Os setlists evoluem na hora. Não é como se tivéssemos um setlist fixo e tocássemos a mesma coisa durante a turnê inteira. Mudamos as coisas a cada noite [..]. Temos feito historicamente sets de mais de três horas por causa da quantidade de material e porque nos divertimos fazendo isso. Não foi pensado para ter três horas. De qualquer forma, isso é apenas natural, nós só meio que naturalmente fazemos o que fazemos.”Guns N’ Roses atualmenteApós uma turnê de nove shows pelo Brasil em abril, o Guns N’ Roses retomou sua agenda internacional. Atualmente, a banda excursiona pela Europa e tem datas no continente marcadas até julho. Depois, volta a tocar na América do Norte, onde segue até setembro. Finalizando a agenda do ano, o grupo segue para a Oceania, com o último show marcado em Auckland, na Nova Zelândia, no dia 17 de dezembro. Quer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? Clique aqui!Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Bluesky | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.O post O grande problema do show do Guns N’ Roses, segundo a revista Classic Rock apareceu primeiro em Igor Miranda.