A Ponte do Esqueleto recebeu, nesta quarta-feira (17), serviços emergenciais da prefeitura de Limeira, município no interior de São Paulo, onde a ponte de responsabilidade do Governo Federal está localizada. O serviço de interdição da travessia começou por volta das 6h30, utilizando uma retroescavadeira.A Ponte do Esqueleto foi palco de uma tragédia no sábado (13), quando Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu ao ser jogada sem corda de proteção. Ela praticava o esporte radical conhecido como rope jumping, um esporte radical em que a pessoa salta de um local alto, presa a uma corda.A corda, que deveria ser presa ao corpo de Maria Eduarda, foi esquecida no chão. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver o momento em que a vítima é carregada de bruços pelos instrutores e jogada da ponte, de 40 metros, sem o equipamento de segurança.Medidas adotadasPoucos dias depois do ocorrido, a prefeitura do município iniciou trabalhos para fechar a entrada principal da ponte, no município de Limeira, além de acessos irregulares. Conforme a administração municipal, as medidas para aumentar a proteção do espaço acontecem a pedido do Governo Federal, que reconheceu sua responsabilidade pela ponte. O município afirma que o trabalho é provisório, mas que medidas definitivas serão adotadas em breve. A intervenção da ponte só ainda não havia sido feita, segundo a prefeitura, por “limitações operacionais por parte do governo federal”, que, após a tragédia, solicitou apoio municipal para interditar a ponte.Os serviços futuros incluem a construção de muros de contenção, a manutenção das valetas e fechamento completo da área. As obras definitivas permanecem sob responsabilidade do Governo Federal, que ainda não anunciou quais serão as exatas medidas que serão adotadas na Ponte do Esqueleto.A investigação Seis pessoas foram conduzidas ao Distrito Policial de Limeira para prestar esclarecimentos, sendo que três permaneceram detidas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os detidos têm 27, 32 e 42 anos e foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando não há intenção direta de matar, mas se assume o risco.Neste domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão dos três detidos em flagrante. A prisão preventiva não tem prazo e pode ser mantida enquanto as autoridades judiciárias julgarem necessário. De acordo com a SSP, as investigações prosseguem para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades.Em entrevista ao Estadão, o presidente da Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano, Marco Antônio de Campos, afirmou que o caso “foi um erro grotesco” e que os instrutores “esqueceram metade da operação”. Segundo ele, que conhece e opera comercialmente no local do salto, o protocolo tradicionalmente seguido é conduzir a pessoa andando pela plataforma para que ela mesma pule.Chamou a atenção do especialista o fato de que a jovem foi carregada pelos braços e arremessada pelos instrutores. “A gente não joga o cliente assim. A gente faz isso com amigos e instrutores que conhecemos e já saltaram várias vezes”, explicou Campos.*com informações do Estadão Conteúdo.