Atuação decepcionante na estreia reforça pessimismo com a seleção na Copa

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A seleção brasileira já havia empatado nos jogos de estreia das Copas de 1974, 1978 e 2018, mas o placar igual deste sábado (13), contra o Marrocos, por 1 a 1, em Nova Jersey, deixou na torcida a impressão de que poderia ter sido bem pior: o medo da derrota rondou a partida durante todo o tempo.O técnico Ancelotti citou a ansiedade causada pela estreia e reconheceu que a equipe decepcionou. Por incrível que pareça, o Marrocos deu um nó tático no comandante italiano. Além da organização em campo, os africanos contaram com o brilho de Bouaddi. Aos 18 anos, ele levou pânico ao desorganizado Brasil.Ancelotti começou a partida com Ibañez na lateral direita, e a escolha se mostrou trágica. O gol de Ismael Saibari foi consequência de uma defesa indecisa e, para mim, Alisson não poderia ter saído do gol daquela forma. Vinícius Jr. teve um lampejo de genialidade e balançou as redes adversárias ainda no primeiro tempo.O técnico da seleção brasileira não estava contente e fez mudanças no segundo tempo. Tirou Casemiro, que havia levado cartão amarelo e não estava bem, e sacou Ibañez. Fabinho, Danilo (lateral), Luiz Henrique e Matheus Cunha entraram nas vagas de Igor Thiago e Paquetá. Endrick, aclamado pela torcida, não foi acionado.O Brasil evoluiu na segunda etapa, é verdade, mas não conseguiu virar o marcador. O resultado poderia ter sido pior.O curioso é que Ancelotti declarou antes da Copa que o futebol atual não é mais resolvido pela individualidade, mas pelo conjunto. Na partida deste sábado, o conjunto poucas vezes funcionou, e o que garantiu o placar de 1 a 1 foi justamente a individualidade de Vini.O Brasil volta a campo na sexta-feira contra o Haiti, que perdeu na estreia para a Escócia por 1 a 0.A seleção brasileira jogou pouco, e falta muito para chegar ao time ideal.