Análise: Guerra no Irã vai dominar agenda do G7

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As guerras no Oriente Médio e na Ucrânia devem dominar as discussões da cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, nesta semana. A avaliação é da analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, que analisou como os conflitos internacionais tendem a reorganizar as prioridades dos líderes presentes no evento.Lula embarcou para o G7 com uma agenda centrada na crítica ao protecionismo dos Estados Unidos, após o anúncio de novas tarifas americanas a serem impostas ao Brasil.A expectativa era de que o líder brasileiro aproveitasse o fórum para disseminar um discurso em defesa do multilateralismo, inclusive em reuniões como a discussão sobre um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Japão.Acordo com o Irã muda prioridades no G7O cenário, no entanto, foi alterado com a confirmação, por parte do governo dos Estados Unidos e do Irã, de que um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio está sendo delineado.Segundo Clarissa Oliveira, “esse acordo foi alinhavado e isso é muito importante”. Com isso, a tendência é de que as discussões sobre a guerra no Oriente Médio passem a dominar grande parte do fórum em Évian.O presidente dos EUA, Donald Trump, apontado como personagem central das negociações em torno do conflito, deve ter sua agenda voltada prioritariamente para essa questão. Nesse contexto, temas como relações comerciais, multilateralismo e críticas ao protecionismo americano tendem a cair para segundo plano. “A guerra no Irã, obviamente, vai dominar muitas das discussões”, afirmou Clarissa Oliveira. Leia mais Entenda o que é a cúpula do G7; reunião começa nesta segunda (15) na França Lula chega na França para participar de cúpula do G7 Líderes do G7 se reúnem na França após EUA e Irã anunciarem acordo Encontro entre Lula e Trump segue sem perspectivaA analista reforçou que não há perspectiva de um encontro formal entre Lula e Trump durante o evento. Caso haja algum contato, deve se limitar a uma interação informal nos corredores do fórum.Clarissa Oliveira lembrou ainda que, quando Trump aceitou se reunir com Lula na Malásia anteriormente, o interesse não era necessariamente preservar a relação comercial com o Brasil. “Ele queria dar uma mensagem para a China”, disse ela, destacando que Trump costuma ter outros interesses que vão além da relação bilateral com o Brasil.Apesar disso, Clarissa Oliveira avaliou que Lula deve seguir com seu discurso de soberania nacional e defesa dos interesses brasileiros durante o evento. No entanto, a analista foi categórica ao afirmar que, diante do peso do conflito no Oriente Médio, é improvável que a agenda brasileira atraia os holofotes em Évian. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.