Review de Firefield: conheça o jogo feito 100% em IA e inspirado em Diablo

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Sobre FirefieldFirefield é um RPG de ação desenvolvido por Naoki Fujinaga. Um desenvolvedor solo que, mesmo sem experiência nenhuma em desenvolvimento, conseguiu criar um jogo em 3 meses com o uso de IA. Através do Claude Code, da Anthropic, ele desenvolveu esse RPG retrô inspirado em Diablo, mais precisamente no primeiro jogo da franquia.PrósJogabilidade e controles bem funcionais.Cada tipo de arma possui uma habilidade especial, trazendo algo a mais para um jogo retrô.Animações fluídas e muitas artes mostram algo inspirado, diferente do que normalmente é visto em imagens criadas por IA.Algumas vozes são interessantes, condizentes com a cena e proposta do jogo.Disponível em diversos idiomas, inclusive em português.O jogo mostra um grande potencial na programação por IA.ContrasA mecânica de morte é bem problemática e frustrante.As animações, apesar de fluídas, geram uma certa estranheza.Muitas vozes não encaixam na cena, sendo visivelmente artificiais.Efeitos sonoros esquisitos, não encaixando bem no jogo.Trilha sonora inexistente.Onde Firefield acertaO jogo conta com diversas magias e habilidades especiais para suas armas – Imagem: Reprodução / Robe of FireO jogo possui alguns acertos, principalmente quando levamos em conta que é um jogo 100% feito por Inteligência Artificial. Além disso, mesmo onde há visíveis problemas, ainda é possível encontrar certos acertos.Jogabilidade e funcionalidadeOs controles do jogo são funcionais, com mecânicas que remetem muito bem ao primeiro Diablo. Ainda, ele traz algumas adições à jogabilidade clássica. Diferente do Diablo, cada tipo de arma possui uma habilidade especial, enquanto há a adição de cooldowns, trazendo um desafio a mais ao jogo.Artes e animaçõesO aspecto visual do jogo foge um pouco do que costumamos ver em imagens geradas por IA. Elas são mais inspiradas, não sendo algo genérico e visivelmente um aglomerado de conceitos misturados. Suas animações também são fluidas, enquanto as imagens de equipamentos são interessantes e remetem bem à ambientação sombria que o jogo procura passar.Idiomas e VozesO jogo conta com uma lista extensa de idiomas, contando com 90 idiomas para legendas e 70 para vozes. Sua dublagem, inclusive, é bem convincente em algumas dessas vozes, não sendo robotizada e artificial como costumamos ver em áudios feitos por IA.Onde Firefield tropeçaAlguns NPCs do jogo contam com vozes bem feitas, mas muitos outros possuem a voz robótica e artificial típica das IA – Imagem: Reprodução / Robe of FireApesar de seus acertos, mesmo considerando o jogo ter sido feito 100% por IA e por uma pessoa sem experiência nenhuma, Firefield possui muitos erros. Problemas que, inclusive, afetam muito a diversão e a experiência com o jogo.Mecânicas problemáticasA mecânica de morte é o principal problema no jogo. Isso porque, além de não ser bem explicada, ela tira todos os seus equipamentos e itens. O que é bem problemático e frustrante. Principalmente durante bosses, onde seus itens ficam todos na sala dele, repleta de inimigos. Dessa forma, esse tipo de morte se torna praticamente um soft lock, sendo necessário recomeçar do zero.Outro problema está na interação com NPCs e elementos do cenário. Muitas vezes, não acontece a interação ao clicar neles, como ao tentar clicar em baús e no depósito de itens. São problemas que, de acordo com o desenvolvedor, vão ser corrigidos em breve, mas que ainda existem até o momento e atrapalham muito.Assets repetitivos e animações estranhasMesmo com artes geradas por IA, ainda há muitos equipamentos diferentes que compartilham exatamente a mesma arte. Muitos itens diferentes, mas que são do mesmo tipo, possuem a mesma arte. Ainda, a arte dos itens no mapa não muda para itens de níveis diferentes e, por exemplo, toda armadura tem a mesma arte no mapa.Suas animações levam a uma certa estranheza. A movimentação, apesar de fluida, é bem tosca. Ataques especiais e magias possuem a mesma animação do personagem, com feitiços e efeitos saindo de locais e de forma bem estranha. Não são elementos que afetam a jogabilidade, mas que incomodam os olhos e é inferior até mesmo ao Diablo original.Trilha, vozes e efeitos sonorosO game não possui uma trilha sonora, algo bem estranho e entediante para um jogo. Quanto aos seus efeitos sonoros, eles não encaixam bem, principalmente em feitiços, sendo bem incômodos ao longo de sua jogatina. São sons estridentes e que, como o som do feitiço de raio, não ornam com o que esperamos nem vemos na tela.Veredito e demais informaçõesFirefield é um jogo interessante para mostrar o potencial do uso de Inteligência Artificial, mas não vai muito além disso. Mesmo os seus pontos positivos ainda possuem contrapontos negativos, muitas vezes afetando a jogabilidade. Entretanto, caso você seja um entusiasta de IA, pode ser interessante conferir esse game.Ficha técnicaPreço: R$ 37,49Desenvolvedora: Robe of FireDistribuidora: Robe of FireLançamento: 8 de maio de 2026Gênero: RPG de ação.Disponibilidade: Steam.PT-BR: Interface, legendas e dublagem — mas saiba que nem toda a interface está traduzida.Plataformas: PC apenas.Multiplayer: Não possui, apenas para 1 jogador.Classificação indicativa: 10 anos (Medo).Requisitos mínimosSistema Operacional: Windows 10.Processador: Intel Core i5 / AMD Ryzen 3.Memória: 8 GB de RAM.Placa de vídeo: GPU compatível com WebGL 2.0.Armazenamento: 2 GB de espaço disponível.Placa de som: compatível com DirectX.Requisitos recomendadosSistema Operacional: Windows 11.Processador: Intel Core i7 / AMD Ryzen 5.Memória: 16 GB de RAM.Placa de vídeo: GPU compatível com WebGL 2.0.Armazenamento: 2 GB de espaço disponível.Placa de som: compatível com DirectX.O post Review de Firefield: conheça o jogo feito 100% em IA e inspirado em Diablo apareceu primeiro em Olhar Digital.