A cantora e atriz Hayley Kiyoko, 35, desabafou sobre a produção “Girls Like Girls”, que chega aos cinemas norte-americanos nesta sexta-feira (19). O longa, dirigido e roteirizado por ela, foi inspirado na música de mesmo título da artista e busca levar a representatividade de um romance lésbico para as telas dos cinemas.Em entrevista à Variety, Hayley Kiyoko relembrou que a música “Girls Like Girls”, lançada em 2015, se tornou um hino sáfico, alcançando 163 milhões de visualizações no YouTube. Segundo ela, o videoclipe trouxe a reflexão sobre representatividade. Leia mais Autora de "Girls Like Girls" lança novo livro; conheça "Um Lugar para Nós" Atrizes de "Lemonade Mouth" se reencontram após 14 anos do filme Ex-paquita Stephanie Lourenço explica decisão de expor homofobia: "Reprimi" O trecho “Girls like girls, just like boys do”, que significa “Garotas gostam de garotas, assim como os garotos”, coloca a sexualidade de mulheres e meninas no centro do debate.“Depois que lançamos o videoclipe, vi milhares de comentários de fãs dizendo: ‘Eu queria poder assistir a um filme como este’. Pensei comigo mesma: nunca consegui assistir a um filme assim antes”, disse ela.“Isso plantou uma semente, e tem sido um desafio enorme de 10 anos convencer a indústria e o mundo de que nossa voz importa; que ser uma mulher queer negra não é um nicho, é mainstream. Somos milhões, e merecemos ter histórias que possamos contar nos dedos de uma mão”, completou.O longa-metragem estreou nos cinemas dos Estados Unidos nesta sexta-feira (19). No entanto, ainda não há previsão de estreia no Brasil. O filme “Girls Like Girls” retrata a vida de Coley (Maya Da Costa), uma adolescente que se apaixona por sua melhor amiga, Sonya (Myra Molloy).Hayley Kiyoko revelou também que se sentiu representada pelas atrizes que interpretam as personagens principais. Para Kiyoko, que é nipo-americana, se enxergar na tela era inegociável. Até mesmo porque a história de “Girls Like Girls” é baseada nas experiências da própria Kiyoko.“Se eu não me conectasse com a história, tínhamos que ajustar ou mudar para garantir que eu me visse nela, e eu tinha que confiar que minha experiência pudesse ressoar com outras pessoas”, disse ela.Hayley Kiyoko também enfatiza como sua orientação sexual construiu sua identidade e como é importante falar sobre isso.“Ser queer não define toda a nossa personalidade, mas é uma parte enorme de quem somos. Há tantas pessoas que não são aceitas pela família e estão em busca de uma família escolhida; é muito difícil processar o fato de que tantas pessoas são condicionadas a ter um amor condicional e a não quererem nos conhecer por inteiro”, completou ela.Assista ao trailer do filme abaixo: GIRLS LIKE GIRLS - Official Trailer [HD] - Only In Theaters June 19Hayley Kiyoko sobre livro com romance LGBTQIA+: “Espero que inspire”