Após forte valorização das empresas ligadas à tecnologia e inteligência artificial, parte do mercado passou a direcionar recursos para setores que ficaram para trás nos últimos ciclos de alta.O tema foi destaque no quadro “Insights da Semana”, apresentado na Resenha do Dinheiro por Bernardo Pascowitch.Segundo Bernardo, fundador e CEO do Yubb, o relatório da corretora norte-americana Charles Schwab aponta que esse movimento já está em andamento.“Esse movimento de rotação é importante porque, após uma forte valorização, muitos investidores optam por realizar lucros e buscar oportunidades em outros segmentos do mercado. Por isso, é preciso atenção com as ações de tecnologia, que podem passar por uma correção enquanto parte do capital migra para setores que ficaram para trás nos últimos anos”, explica. IPOs de SpaceX, OpenAI e Anthropic: oportunidade ou risco? Startups espaciais buscam seguro para data centers orbitais de IA Xiaomi investirá ao menos US$ 8,7 bi em IA nos próximos três anos, diz CEO A avaliação ocorre em um momento em que empresas ligadas à inteligência artificial concentram boa parte dos ganhos do mercado acionário americano, impulsionadas pela corrida global por infraestrutura e chips.Mais insightsOutro tema discutido foi o custo crescente da inteligência artificial. Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, destacou um estudo da Citadel Securities que aponta o custo dos tokens utilizados pelos modelos de IA como um dos principais desafios para a expansão da tecnologia.“Essa pesquisa mostra que o maior gargalo da inteligência artificial pode não ser a capacidade dos modelos, mas o custo dos tokens. A conclusão é que, no futuro, o melhor modelo talvez não seja o mais inteligente, mas sim o mais barato e eficiente”, afirma.Além da IA, os participantes também destacaram as oportunidades na renda fixa brasileira. Com os juros em patamares elevados, títulos públicos atrelados à inflação voltaram ao radar dos investidores de longo prazo.Para Thiago Godoy, educador financeiro, o cenário atual permite garantir retornos reais considerados atrativos por vários anos.“No Tesouro IPCA+, o investidor recebe uma taxa fixa, que hoje supera 8% ao ano em alguns vencimentos, além da inflação. Isso significa proteger o poder de compra do dinheiro por vários anos e ainda garantir uma rentabilidade real bastante elevada”, aconselha. Resenha do DinheiroRealizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.