Rise of the Tomb Raider envelheceu como vinho, mas port no Switch 2 deixa a desejar

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Entre os anúncios da última Nintendo Direct, que inclui o retorno de Zelda e Kingdom Hearts 4, um jogo chegou no estilo shadow drop para os donos do Switch 2: Rise of the Tomb Raider. Lançado originalmente em 2015, o segundo capítulo da trilogia Survivor deu as caras no console híbrido em sua versão completa, incluindo DLCs e todo o esplendor da icônica exploradora.O Voxel teve a oportunidade de testar o jogo por meio de uma chave cedida pela Aspyr, responsável pelo port, e a primeira impressão é extremamente positiva. Mais de uma década depois de seu lançamento original, Rise of the Tomb Raider continua sendo uma aventura divertida e surpreendentemente atual.O problema é que a qualidade da obra criada pela Crystal Dynamics acaba entrando em conflito com um trabalho de adaptação que poderia ter recebido mais atenção. Embora a experiência geral continue muito boa, a versão de Switch 2 apresenta limitações técnicas que deixam a sensação de que o console poderia entregar resultados melhores.Confira também - 20 melhores jogos de 2026 para comprar no Nintendo Switch 2 até agora | VoxelUma aventura que continua excelente mesmo depois de dez anosApós mais de 10 anos de estrada, Rise of the Tomb Raider mostra que é um jogo que consegue ficar bom mesmo com a idade. A jornada de Lara em busca da cidade perdida de Kitezh continua oferecendo uma mistura ótima de exploração, combate e resolução de quebra-cabeças nos dias de hoje.Quando revisitamos obras antigas, principalmente no mundo dos games, é comum certos títulos perderem a magia com o passar do tempo. No caso de Rise of the Tomb Raider, o título ainda parece um single-player nos padrões modernos. A campanha leva a protagonista para regiões congeladas da Sibéria enquanto ela enfrenta a organização Trinity em uma corrida pela descoberta da lendária Fonte Divina. O enredo traz momentos de ação cinematográfica com uma narrativa mais pessoal, explorando as consequências psicológicas dos eventos vividos por Lara no jogo anterior.Boa parte do que deixa o jogo muito atual vem do ritmo da aventura. Diferente de muitos games modernos de mundo aberto que exageram na quantidade de atividades, Rise of the Tomb Raider mantém um equilíbrio interessante entre exploração, progressão e conteúdo opcional, trazendo um combo que consegue sobreviver ao tempo em sua estrutura.A chegada no Switch 2 também é ótima para quem é fã de portabilidade. Afinal, ter a chance de jogar em qualquer lugar usando o modo portátil é um ótimo diferencial em comparação com as outras plataformas. Gameplay continua divertido e cheio de possibilidadesOutro aspecto que resiste muito bem à passagem do tempo é o sistema de gameplay. Lara possui um arsenal variado de armas e ferramentas, mas o jogo constantemente incentiva o jogador a experimentar abordagens diferentes.O arco continua sendo uma das armas mais satisfatórias da aventura, principalmente para quem curte abordagens mais silenciosas. A progressão também ajuda a manter a experiência interessante com novas habilidades para explorar o ambiente, brigar com inimigos e sobreviver.Além disso, a edição disponível no Switch 2 inclui todo o conteúdo lançado ao longo dos anos. Isso significa acesso às expansões Baba Yaga, Blood Ties, Cold Darkness Awakened e diversos extras que aumentam ainda mais a quantidade de conteúdo disponível.Outro ponto positivo da versão é a presença da localização completa para português brasileiro. A dublagem ajuda a tornar a narrativa mais acessível e mantém a qualidade já conhecida das versões lançadas anteriormente.A interpretação dos personagens continua funcionando muito bem, especialmente nos momentos mais dramáticos da campanha. Para quem nunca teve contato com o jogo original, essa é uma forma bastante confortável de conhecer uma das melhores aventuras modernas da Lara Croft.O problema está justamente onde o Switch 2 deveria brilharInfelizmente, a parte técnica pode ser o principal obstáculo desta versão para jogadores mais exigentes. Rise of the Tomb Raider roda a 30 quadros por segundo tanto no modo portátil quanto no Dock. A limitação da taxa de quadros, por si só, não seria necessariamente um problema, mas as oscilações ocasionais acabam prejudicando alguns momentos mais intensos da aventura. Afinal, estamos falando de um jogo cheio de combates e cenas repletas de movimento, o que pode causar desconforto em certos jogadores.Durante cenas de ação com muitos efeitos na tela ou confrontos maiores, é possível perceber pequenas quedas de desempenho. Nada que chega a tornar o game injogável, mas a experiência perde parte da fluidez que poderia oferecer em um hardware mais moderno.Outro problema recorrente é o pop-in de texturas. Em diversos momentos com cenários mais abertos, elementos e superfícies levam alguns segundos para carregar completamente, algo perceptível tanto na TV quanto na tela do próprio console.Veja também - 9 jogos de GameCube disponíveis no Nintendo Switch 2 | VoxelA maior fraqueza do Switch 2 atualmenteO mais curioso é que essas limitações vistas no game parecem estar mais relacionadas à otimização do que propriamente ao hardware. Desde a estreia do Switch 2 no ano passado, diversos jogos chegaram ao console sem conseguir aproveitar o potencial completo do hardware.Entre títulos recém-lançados para o Switch 2 e ports da geração passada que não receberam otimizações, alguns jogos importantes e mais antigos seguem limitados na nova plataforma da Nintendo. Coleções como GTA Trilogy e Batman Arkham Trilogy mostraram situações parecidas, em que a qualidade final parecia limitada mais pelo trabalho de adaptação do que pelas capacidades reais da plataforma.O próprio Switch 2 já demonstrou ser capaz de lidar com projetos extremamente ambiciosos. Jogos como Cyberpunk 2077 e Final Fantasy VII Rebirth provam que o console consegue executar experiências muito mais exigentes quando existe um trabalho sólido de otimização por trás.Claro que existem concessões inevitáveis em um hardware híbrido. Ainda assim, é difícil não olhar para Rise of the Tomb Raider e imaginar que o resultado poderia ser mais refinado.Vale a pena?Apesar dos problemas técnicos, Rise of the Tomb Raider continua sendo um excelente jogo e uma pedida perfeita para quem curte experiências single-player focadas em história. A combinação entre exploração, combate, narrativa e resolução de enigmas permanece tão eficiente quanto era em 2015, e a inclusão de todos os DLCs torna o pacote ainda mais atrativo.O preço na faixa dos R$ 120 também ajuda a tornar a experiência mais interessante para quem nunca teve a oportunidade de acompanhar essa fase da franquia e busca experiências diferenciadas no Switch 2. Por esse valor, existe uma quantidade enorme de conteúdo e uma aventura que continua entre as melhores protagonizadas por Lara Croft.Ainda assim, fica a sensação de oportunidade parcialmente desperdiçada. O Nintendo Switch 2 claramente possui capacidade para entregar uma experiência mais consistente, e bastaria um trabalho de otimização mais cuidadoso para transformar este port em uma versão muito mais recomendável.Por enquanto, a aventura continua valendo a viagem até a Sibéria. Só não espere a versão definitiva que o retorno de Lara Croft ao ecossistema Nintendo merecia.Nota do Voxel: 80Pontos positivos (prós):História segue muito boa.Gameplay continua atual.Versão completa e com bom preço.Dublagem em português brasileiro.Pontos negativos (Contras):Limitações técnicas, como 30 quadros por segundo, em um jogo antigo.Pop-in de texturas.Uma cópia do game foi cedida pela desenvolvedora para a realização da review. E aí, você vai dar uma chance para Shadow of the Tomb Raider no Switch 2?