As inscrições para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) já finalizaram nesta última semana e com o fim do período, aumentam as buscas de estudantes por dicas para se preparar para a prova. Neste ano, o exame será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro.No Brasil, o vestibular é o principal processo seletivo utilizado pelas universidades públicas e privadas. Já o Enem se consolidou como a principal porta de entrada para o ensino superior, permitindo o acesso a programas como Sisu, Prouni e Fies, além de instituições em todo o país e até no exterior. Leia mais Sisu+: inscrições se encerram nesta sexta-feira (19) Presente nas escolas, IA deve mudar métodos de ensino, dizem especialistas Sisu+: confira quais os cursos mais tem vagas disponíveis Para Edson Facco, professor de produção textual e análise linguística do Colégio Marista Glória, em São Paulo, o período pós-inscrição deve ser usado para fazer um diagnóstico da rotina, identificar conteúdos que precisam de revisão e organizar um plano realista para os próximos meses.“A inscrição é apenas uma etapa do processo. A preparação exige constância, revisão, prática e atenção às dificuldades de cada estudante”, afirma ele.Uma das etapas fundamentais do Enem é a prova de redação, que aborda questões ligadas à realidade do Brasil, como problemas sociais, direitos de grupos minoritários e outros temas. Os candidatos precisam produzir um texto dissertativo de no máximo 30 linhas, desenvolvendo argumentos para sustentar uma tese sobre o tema proposto, além de sugerir uma proposta de intervenção.Com a orientação do professor Facco, a CNN Brasil separou algumas dicas para se sair bem na prova, confira.Use o prazo extra como ponto de partida“O que foi prorrogado foi o prazo de inscrição, não a data da prova. Muitos estudantes acabam procrastinando, porque acreditam que ainda há muito tempo, mas este é justamente o momento de criar uma rotina consistente”, afirma Facco. A dica é identificar os conteúdos já dominados, reconhecer dificuldades e estabelecer metas semanais.Monte um cronograma realistaMais importante do que estudar muitas horas por dia é manter regularidade. O cronograma deve considerar aulas, avaliações, descanso e outras demandas. Para quem está na 3ª série do Ensino Médio, vale aproveitar os conteúdos trabalhados em sala como parte da revisão. “Duas horas de estudo concentrado costumam render mais do que cinco horas de estudo disperso”, orienta.Divida o tempo entre revisão, questões e redaçãoUma preparação equilibrada deve combinar revisão de conteúdos, resolução de exercícios e treino de redação. Assim, o estudante fortalece a base teórica, entende como os temas são cobrados e desenvolve a escrita argumentativa.Analise os erros nas questõesResolver exercícios é importante, mas apenas conferir o número de acertos não basta. O estudante precisa entender por que errou: se foi falta de conteúdo, interpretação equivocada, distração ou dificuldade com o enunciado. “Compreender o erro é o que permite corrigir dificuldades e melhorar o desempenho”, explica.Não abandone as disciplinas mais difíceisComo o Enem avalia diferentes áreas do conhecimento, é importante reservar tempo para reforçar os conteúdos mais frágeis, mesmo que em blocos menores e mais frequentes. A constância tende a ser mais eficiente do que tentar compensar o tempo perdido com rotinas muito pesadas.Treine redação desde cedo, com repertório e planejamentoA redação não deve ficar para as últimas semanas. Um bom desempenho depende de prática contínua, leitura, reescrita, construção de repertório e domínio da estrutura dissertativo-argumentativa. Mais do que decorar frases prontas, o estudante deve buscar referências que compreenda e saiba relacionar ao tema proposto. Antes de escrever, também é essencial identificar o núcleo temático e planejar a proposta de intervenção que respeite os Direitos Humanos, conforme os critérios de avaliação da redação Enem. “A redação não é um talento reservado a poucos. É uma competência que pode ser aprendida e aprimorada com prática. Uma boa redação apresenta clareza, coerência e consistência argumentativa”, conclui Facco.Enem: o que estudar e o que evitar