Crime organizado movimentou quase R$ 1 trilhão em criptomoedas em 2025

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Um levantamento da Chainalysis, empresa especializada em análise de blockchain, mostrou que endereços associados a atividades ilícitas receberam US$ 154 bilhões no ano passado, o equivalente a cerca de R$ 800 bilhões. O valor representa um salto de 161% em relação a 2024 e coloca o mercado ilegal próximo da marca de R$ 1 trilhão movimentado globalmente. O estudo foi publicado pela CNN Brasil.O relatório aponta que grupos ilícitos passaram a operar com infraestrutura própria, serviços especializados e conexões internacionais que tornam as operações mais sofisticadas e difíceis de rastrear.O Brasil aparece com destaque nesse cenário. Entre julho de 2024 e junho de 2025, o país recebeu aproximadamente US$ 318 bilhões em movimentações registradas em blockchain, cerca de um terço de todo o fluxo de criptomoedas da América Latina. O tamanho do mercado local, segundo a Chainalysis, tornou o país uma das principais portas de entrada para operações financeiras globais, incluindo transações ligadas ao crime organizado.Leia tambémRumo a IPCA+9%? Por que juro real atingiu o maior nível desde 2008 – e o que fazerEm cinco dias, um alívio geopolítico, duas decisões de juros e um discurso do novo presidente do Fed combinaram para levar as taxas do Tesouro IPCA+ ao maior patamar desde a crise financeira global de 2008O estudo identifica a presença simultânea, no Brasil, das três categorias que hoje concentram a maior parte da lavagem de dinheiro com criptoativos no mundo.A primeira delas são as chamadas Redes de Lavagem de Dinheiro Operadas em Língua Chinesa (CMLNs), organizações que oferecem serviços financeiros clandestinos para traficantes, fraudadores e até agentes ligados a governos estrangeiros. Segundo a Chainalysis, essas estruturas já respondem por cerca de 20% do ecossistema global de lavagem de dinheiro em blockchain.Outro ponto de atenção é a crescente utilização de criptomoedas para contornar sanções internacionais. O relatório estima que operações desse tipo movimentaram cerca de US$ 104 bilhões em 2025, alta de 694% em comparação ao ano anterior.O terceiro eixo envolve o tráfico de drogas, atividade que permanece entre as principais fontes de recursos movimentados por meio de ativos digitais. A empresa destaca que esse fenômeno tem relevância particular na América Latina e já foi identificado em investigações envolvendo facções como PCC e Tren de Aragua.The post Crime organizado movimentou quase R$ 1 trilhão em criptomoedas em 2025 appeared first on InfoMoney.