Chevrolet Sonic, Fiat Pulse ou VW Tera, qual SUV derivado de hatch entrega mais?

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O segmento de SUVs derivados de hatches compactos acaba de ganhar mais um competidor, o Chevrolet Sonic, declaradamente o SUV do Onix. Apesar de resgatar o nome de um hatch vendido no Brasil entre 2012 e 2014, o modelo é inédito, com desenvolvimento local para enfrentar concorrentes como Fiat Pulse e VW Tera – SUVs de Argo e Polo, respectivamente, repetindo a rivalidade que já existe entre os hatches.O Sonic estreia em duas versões, Premier (R$ 129.990) e RS (R$ 135.990), ambas topo de linha, com motorização turbo. Após um período definido como “de lançamento”, sem duração especificada pela marca, os preços subirão para R$ 134.990 e R$ 140.990, respectivamente. Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. Ao menos por ora, não há versões básicas ou com motor aspirado, o que poderá acontecer no futuro. Isso abre margem para que Tera e Pulse sigam com um maior volume, já que o Volks oferece quatro versões (com três mecânicas distintas), entre R$ 107.190 e R$ 146.190, e o Fiat, seis (com quatro mecânicas), de R$ 103.990 a R$ 151.490 nas configurações comuns. E há ainda o Abarth, de R$ 162.490.–Fernando Pires/Quatro RodasQUATRO RODAS teve acesso em primeira mão a uma unidade da versão RS, gentilmente cedida pela concessionária West Motors, do Grupo Stefanini, de Piracicaba (SP), e, por esse motivo, o carro não foi submetido ao nosso teste-padrão, em pista.Mas não perdemos tempo e chamamos os rivais, Pulse e Tera, para aquela clássica encarada dos combates entre os lutadores de boxe, antecipando o que vem por aí no mercado. Continua após a publicidadeO Renault Kardian não entrou nesta recepção de boas-vindas ao Sonic por ter menor participação nas vendas do segmento. Convocamos as versões mais caras dos outros dois: o Tera é representado pela High, de R$ 146.190, e o Pulse, pela versão Impetus Hybrid, que parte de R$ 151.490. Os números de desempenho mostrados são sempre os oficiais das fábricas.3º – Fiat Pulse Impetus Hybrid–Fernando Pires/Quatro RodasPrimeiro do trio a chegar ao mercado, em 2021, o Fiat Pulse também foi o primeiro a ter um conjunto mecânico eletrificado, do tipo híbrido leve, a partir de 2024. Uma pequena bateria de 12 V auxilia o motor 1.0 turbo de 125/130 cv (gasolina/etanol) e 20,4 kgfm para reduzir o esforço das acelerações e, assim, o consumo de combustível.Segundo o Inmetro, as médias ficam em 12,6 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada, com gasolina, mas elas não são as melhores daqui, colocando em dúvida a eficiência do sistema MHEV – que, ao menos, libera o modelo do rodízio veicular de São Paulo (SP).–Fernando Pires/Quatro Rodas Continua após a publicidadeO câmbio CVT também prioriza o consumo, embora não deixe o Pulse lento. Pelo contrário: ele é o mais rápido e ágil da disputa e, segundo a Fiat, leva 9,7 s para ir de 0 a 100 km/h, bom desempenho perceptível em saídas e retomadas. Ainda na condução, o Pulse tem a direção leve e a suspensão firme e robusta, que enfrenta com tranquilidade a buraqueira do asfalto brasileiro, além de valetas e elevações.–Fernando Pires/Quatro RodasPorém, faltam ajustes finos nas incômodas vibrações vindas do motor e do asfalto, e no barulho do motor que invade a cabine. Um problema crônico também faz com que haja um ruído de vento vindo das janelas traseiras, caso já apresentado no nosso Pulse Impetus Hybrid de Longa Duração.Por fim, incomoda o fato de o start-stop não poder ser desligado. A Fiat justifica dizendo que, já que a proposta do modelo é ser mais econômico e ecologicamente correto, não faria sentido abrir mão do recurso. Mas é bastante ruim.–Fernando Pires/Quatro Rodas Continua após a publicidadeO Pulse tem o menor espaço interno do trio, porém acomoda de forma suficiente pessoas de estatura média, com aproximadamente 1,75 m. O porta-malas também é o menor, com cerca de 320 litros (VDA). Atrás, há apenas uma porta USB do tipo A.Outro ponto negativo está no acabamento, que já demonstra sua idade e é o pior visto por aqui. Não há nenhum aplique macio no painel, apenas uma faixa plástica texturizada que imita alumínio, e há problemas de alinhamento de peças em diversos pontos – como no porta-luvas e próximo ao botão de partida do motor, por exemplo.–Fernando Pires/Quatro RodasPara minimizar o aspecto de simplicidade, em 2025 o modelo ganhou uma porção almofadada nas portas dianteiras, mas apenas para a versão topo de linha, aqui apresentada. Por outro lado, os bancos trazem revestimento sintético de boa qualidade.Entre os equipamentos de série, ele vem com faróis de led automáticos, rodas de 17”, retrovisores com rebatimento elétrico, retrovisor interno eletrocrômico, sensores dianteiros e traseiros, carregador de celular por indução, monitoramento de pressão dos pneus, ar digital de uma zona, piloto automático, quadro de instrumentos de 7” e multimídia de 10,1” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Continua após a publicidade–Fernando Pires/Quatro RodasInclui ainda frenagem automática de emergência, alerta de mudança involuntária de faixa com correção e farol alto automático, mas são apenas quatro airbags e falta alerta de pontos cegos e ACC. O teto solar fixo, lançado em 2025, é um opcional de R$ 4.990 em um pacote que inclui iluminação nos para-sóis e faróis de neblina de led.Ou seja, uma lista boa, mas que deve em tecnologia e segurança ao se considerar que o Pulse Impetus Hybrid é o mais caro deste comparativo. Ele custa a partir de R$ 151.490, sem entregar nenhum item de série que esteja ausente nos rivais.–Fernando Pires/Quatro RodasO Fiat também sente a idade no visual, já que está há cinco anos no mercado sem grandes mudanças – a reestilização de 2025 deu a ele uma nova dianteira, mas de alterações discretas. A traseira não mudou. Além disso, ele ainda demonstra sua origem, do Argo, nas portas e no recorte da tampa traseira. Isso também acontece com o Sonic, que deixa visível a genética do Onix. Não é um problema, mas o VW Tera tem um design mais bem resolvido, com carroceria exclusiva. Continua após a publicidadeVeredicto – Fiat PulseO Pulse apresenta o melhor desempenho e um bom consumo (sem relevância do sistema MHEV). Além disso, tem o menor espaço interno, menos equipamentos e com vibrações incômodas, mesmo sendo o mais caro do comparativo.–Fernando Pires/Quatro RodasFicha técnica – Fiat Pulse Impetus HybridMotor: flex, dianteiro, transversal, 3 cilindros, turbo, 12V, 999 cm³, 125/130 cv (gasolina/etanol) a 5.750 rpm, 20,4 kgfm a 1.750 rpm; elétrico, 12 V, 4 cv, 1 kgfm Câmbio: automático, CVT, 7 marchas simuladas, tração dianteira Direção: elétrica Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.) Freios: disco vent. (diant.), tambor (tras.) Rodas e pneus: liga leve, 205/50 R17 Dimensões: comprimento, 409,9 cm; largura, 198,9 cm; altura, 155,2 cm; entre-eixos, 253,2 cm; peso, 1.245 kg; porta-malas, 320 l (aprox.); tanque, 45 l Desempenho: 0 a 100 km/h, 9,7 s Consumo: 12,6 km/l (urb.); 13,9 km/l (rod.)2º – Chevrolet Sonic RS–Fernando Pires/Quatro RodasMesmo já considerando seus preços cheios, o Sonic RS segue como o mais barato da disputa, por R$ 140.990. Ele tem ainda outro importante título, o de mais espaçoso, e leva dois ocupantes de média estatura sem nenhum aperto no banco traseiro. Mas o destaque fica para o bom porta-malas de 392 l, graças ao maior balanço traseiro em relação ao Onix.Mas este maior balanço também gera uma polêmica: a GM usa de artifício para classificar o Sonic como um SUV cupê, a exemplo de VW Nivus e Fiat Fastback. Porém, não passa de uma estratégia para tentar elevar o status do carro e alinhá-lo a modelos do andar de cima. Na prática, ele é um SUV subcompacto convencional, como Tera e Pulse.–Fernando Pires/Quatro RodasDe lado, é fácil reconhecer seu modelo de origem, o Onix. Portas, janelas e as colunas traseiras são as mesmas do hatch. Isso não é necessariamente demérito. Há um bom trabalho de integração do design, com um aerofólio na traseira, apliques plásticos laterais e a suspensão elevada, que dão mais robustez ao SUV.A dianteira traz uma solução de design que já pode ser considerada clichê, com faróis (full-led) divididos. A traseira tem personalidade e se inspira no Equinox elétrico com a iluminação tracejada das lanternas, que são as únicas interligadas do segmento.–Fernando Pires/Quatro RodasO interior do Chevrolet, porém, pode decepcionar quem espera pela mesma dedicação dada ao exterior. O layout interno é o mesmo do Onix, em uma composição simples de desenho e acabamento, com materiais predominantemente rígidos e sem tantas variações de brilhos e texturas, e elementos antiquados, como os comandos do ar-condicionado (digital, mas de uma zona).Na versão RS, há detalhes em vermelho nas saídas de ar e na faixa central do painel, que recebe um revestimento sintético macio. E também há vermelho nos cintos de segurança e nas costuras de bancos e volante.–Fernando Pires/Quatro RodasO Sonic tem uma lista de equipamentos fechada, sem opcionais, mas completa. Inclui: ar digital, faróis full-led com fachos baixo e alto automáticos, carregador sem fio, chave presencial, câmera de ré, faróis de neblina de led, seis airbags, alerta de ponto cego, alerta de pressão dos pneus, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência.Como exclusividade, o SUV da GM traz sistema de estacionamento semiautônomo. O quadro de instrumentos de 8” tem visualização simples, e a multimídia, de 11”, é básica, mas funcional, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.–Fernando Pires/Quatro RodasA mecânica foge à hereditariedade e, diferentemente de todo o restante do projeto, não tem o Onix como referência, mas o SUV Tracker. Isso porque o motor utilizado pelo Sonic é o do irmão maior, que diferencia-se por ter injeção direta de combustível. Falamos sobre um 1.0 turbo flex de três cilindros com 115 cv e 18,9/18,3 kgfm (etanol/gasolina), que mantém a polêmica correia banhada a óleo, e é acompanhado pelo câmbio automático de seis marchas.Com esse conjunto, a marca promete uma aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 10 s. No consumo, as médias divulgadas pelo Inmetro são de 12,1 km/l na cidade e 14,8 km/l na estrada, com gasolina. Ou seja, números semelhantes aos dos concorrentes.Ao volante, o desempenho do Sonic é notável. Ele tem boas saídas e retomadas, e é ágil, características herdadas do Onix. Junto a isso estão a direção leve e direta, e a suspensão com ajuste firme, que também remete ao hatch. A estrutura não chega a passar pancadas abruptas aos ocupantes e pode ser divertida para quem gosta, mas um nível a mais de maciez, algo mais próximo do que se vê no Tracker, seria melhor para o conforto.–Fernando Pires/Quatro RodasEm asfaltos mais irregulares ou em estradas de terra batida, a rigidez incomoda. Também pode estragar a viagem as vibrações e os ruídos do motor, tanto com o veículo parado quanto em movimento. Falta isolamento mais eficiente.Veredicto – Chevrolet SonicMais barato e mais espaçoso do trio, o Sonic também é bem equipado e se vale do fator novidade. Mas deve refinamento no que diz respeito a vibrações e ruídos, e no acabamento interno, com detalhes insuficientes para um modelo inédito.–Fernando Pires/Quatro RodasFicha – Chevrolet Sonic RSMotor: flex, dianteiro, transv., 3 cil., turbo, 12V, 999 cm³, 115 cv a 5.000 rpm, 18,3/18,9 kgfm (gasolina/etanol) a 1.800 rpm Câmbio: aut., 6 marchas, tração diant. Direção: elétrica Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.) Freios: disco vent. (diant.), tambor (tras.) Rodas e pneus: liga leve, 205/50 R17 Dimensões: comprimento, 422,8 cm; largura, 177,3 cm; altura, 153,2; entre- -eixos, 255,1 cm; peso, 1.139 kg; porta-malas, 392 litros; tanque, 44 litros Desempenho: 0 a 100 km/h, 10 s (aproximado) Consumo: 12,1 km/l (urb.); 14,8 km/l (rod.)1º – Volkswagen Tera High–Fernando Pires/Quatro RodasO VW Tera é o atual líder dos SUVs subcompactos e campeão neste confronto de boas-vindas ao Sonic – o outro foi em sua estreia, em 2025, contra Fiat Pulse e Renault Kardian. Os motivos que o levaram à vitória são basicamente os mesmos.A começar pela modernidade do projeto, manifestada em um conjunto mais tecnológico. O quadro de instrumentos de 10,25” é o maior e mais detalhado da categoria; a multimídia, de 10,1”, tem Android Auto e Apple CarPlay sem fio, layout moderno, assistente virtual por IA e boa usabilidade.–Fernando Pires/Quatro RodasEntre os equipamentos, o modelo traz, de série, frenagem automática de emergência com detecção de pedestres, seis airbags, câmera de ré, carregador de celular sem fio, ar digital de uma zona com comandos sensíveis ao toque, faróis full-led automáticos, alerta de pressão dos pneus, sensor de chuva e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros.Só ele tem quatro USB do tipo C, piloto automático adaptativo (ACC) e detector de fadiga. Recursos que justificam os R$ 5.200 a mais em relação ao Sonic. Porém, os assistentes de pontos cegos e permanência em faixa são opcionais e custam, juntos no pacote ADAS, R$ 3.020. Ainda assim, com o valor extra, o Tera segue na vantagem diante dos concorrentes.–Fernando Pires/Quatro RodasOutro ponto alto do Volks está no acabamento e na personalidade do layout interno, que, assim como a aparência externa, não compartilha desenho com o Polo. Embora haja predominância de plásticos rígidos, os materiais utilizados são de boa qualidade, com texturas variadas, e a construção é superior até em relação ao Nivus.Para reforçar, há detalhes em preto e prata, uma faixa central acolchoada e com revestimento sintético (o mesmo dos bancos), além de iluminação ambiente abaixo da faixa revestida. Ainda no interior, o Tera tem bom espaço, mas sem destaques. O porta-malas, por exemplo, fica entre os rivais, com seus 350 litros.–Fernando Pires/Quatro RodasO Tera tem na mecânica atributos que contribuem para a sua vitória, mas outros que lhe tiram pontos. O motor 1.0 turbo flex de três cilindros é o mesmo utilizado em Polo e Virtus, com 116/109 cv (etanol/gasolina) e 16,8 kgfm, acompanhado pelo câmbio automático de seis marchas nas versões Comfort e High. Ou seja, um conjunto estabelecido e com foco no baixo consumo de combustível.Segundo os números do Inmetro, o modelo chega às médias de 12,2 km/l na cidade e 14,5 km/l na estrada, com gasolina. Por outro lado, ele paga o preço no desempenho: de acordo com a Volkswagen, são 11,8 s para a aceleração de 0 a 100 km/h, o pior tempo entre os rivais.–Fernando Pires/Quatro RodasNa prática, é um desempenho apenas suficiente para rodagens urbanas, mas as saídas exigem mais paciência e planejamento pela demora na resposta – uma das situações de alerta está em cruzamentos em vias movimentadas. Em rodovias, falta fôlego ao SUV, especialmente em retomadas e ultrapassagens – mesmo que o câmbio seja posicionado em “S”, algo como um modo esportivo.–Fernando Pires/Quatro RodasNo comportamento dinâmico, o Tera é disparado o melhor da categoria, com uma condução típica de um Volkswagen. Ou seja, tem a direção direta, sem ser leve demais, e suspensão firme, mas sem a rigidez do concorrente da GM. Pelo contrário, o Tera é o mais dócil da categoria, com conforto e maciez superiores ao dos outros VW, mas mantendo a firmeza que garante a condução estável e segura.Chama a atenção ainda o bom tratamento de NVH (Noise, Vibration and Harshness). A sigla, que na tradução livre para o português significa “ruído, vibração e aspereza”, é um indicador de conforto de condução, que mede os níveis de vibrações, ruídos e impactos indesejados de um veículo.–Fernando Pires/Quatro RodasNo Tera, o bom nível se traduz em uma condução silenciosa e suave, digna de categorias superiores. É exatamente o oposto do relatado para o Pulse, que transmite ruídos e vibrações em excesso aos ocupantes do veículo.Veredicto – Volkswagen TeraO VW Tera vence o comparativo por ter mais tecnologia e personalidade no conjunto, com melhor acabamento. O destaque fica para a boa dinâmica e o isolamento de vibrações e ruídos. Porém, seu pior desempenho exige adaptação.Ficha técnica – Volkswagen Tera HighMotor: flex, dianteiro, transv., 3 cil., turbo, 12V, 999 cm³, 109/116 cv (gasolina/etanol) a 5.000 rpm, 16,8 kgfm a 1.750 rpm Câmbio: aut., 6 marchas, tração diant. Direção: elétrica Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.) Freios: disco vent. (diant.), disco sólido (tras.) Rodas e pneus: liga leve, 205/55 R17 Dimensões: comprimento, 415,1 cm; largura, 198,6 cm; altura, 150,4 cm; entre-eixos, 256,6 cm; peso, 1.169 kg; porta-malas, 350 litros; tanque, 49 litros Desempenho: 0 a 100 km/h, 11,8 s Consumo: 12,2 km/l (urb.); 14,5 km/l (rod.) Publicidade