A dificuldade de mineração do Bitcoin caiu 10,09% no fim de semana, no segundo maior ajuste negativo de 2026 e no 11º maior recuo da história da rede, segundo dados da Galaxy Research. A métrica passou de 138,96 trilhões para 124,93 trilhões no bloco 953.568, atingindo o menor nível do ano e também o menor patamar desde julho de 2025.A dificuldade de mineração mede o quanto de poder computacional os mineradores precisam empregar para adicionar novos blocos à blockchain do Bitcoin. O ajuste acontece automaticamente a cada 2.016 blocos, aproximadamente a cada duas semanas, para manter o tempo médio entre blocos próximo de 10 minutos, independentemente da quantidade de máquinas conectadas à rede.A queda recente foi provocada por uma combinação de baixa no preço do Bitcoin e redução na rentabilidade dos mineradores. Com o BTC acumulando queda de cerca de 15% em junho, parte das operações passou a operar com margens comprimidas, levando mineradores a desligar máquinas menos eficientes ou com custo de energia mais alto.Com menos poder computacional ativo, os blocos passaram a ser encontrados mais lentamente. O ciclo anterior durou cerca de 15,6 dias, acima do alvo de aproximadamente 14 dias, o que acionou o ajuste automático para baixo na dificuldade.Segundo a Galaxy Research, o movimento foi resultado de uma pressão nas margens causada pela queda do preço do Bitcoin, fator também observado em outros grandes ajustes negativos de 2026. Em fevereiro, a dificuldade já havia recuado 11,16%, no maior corte do ano, em meio a desligamentos provocados por tempestades de inverno. Em março, houve outra redução relevante, de 7,76%.A nova queda melhora temporariamente a economia dos mineradores que permanecem ligados. Um corte de 10,09% na dificuldade aumenta em cerca de 11% a quantidade de bitcoins produzidos por unidade de hashrate ativa. Com isso, e com uma recuperação parcial do Bitcoin em relação às mínimas do início de junho, o hashprice voltou a ficar acima de US$ 30 por petahash por segundo por dia.Segundo o Hashrate Index, plataforma de dados de mineração operada pela Luxor, o hashprice chegou a US$ 32,31 no domingo, depois de ter caído para a faixa dos US$ 20 no começo do mês — nível considerado próximo do breakeven bruto para mineradores com custos mais altos. A média de sete dias do hashrate da rede estava em cerca de 894 EH/s.Apesar do alívio, o cenário para os mineradores ainda é desafiador. O modelo de regressão de dificuldade da Checkonchain estimava o custo médio de produção de um Bitcoin em cerca de US$ 84,3 mil em 13 de junho, abaixo dos US$ 87 mil vistos no início do ano, mas ainda bem acima do preço atual da criptomoeda, negociada perto de US$ 63,8 mil.Isso significa que, em uma base econômica mais ampla, grande parte da rede segue operando sob pressão. Mineradores com máquinas mais modernas e energia barata tendem a se beneficiar mais do ajuste, enquanto operações menos eficientes podem continuar no prejuízo mesmo após a queda da dificuldade.O movimento também ocorre em meio a uma mudança estrutural no setor. Algumas empresas de mineração vêm redirecionando parte de sua infraestrutura para inteligência artificial e computação de alta performance, áreas que têm atraído maior interesse de investidores. Essa migração pode reduzir a quantidade de capacidade computacional dedicada ao Bitcoin, especialmente se a mineração continuar menos rentável.Após o ajuste, a rede já começou a se normalizar. O tempo médio entre blocos voltou para perto de 10 minutos, e projeções iniciais do Hashrate Index indicavam um próximo ajuste praticamente estável, com queda estimada de cerca de 0,8% por volta de 27 de junho. Isso sugere que o hashrate desligado parou de cair de forma acelerada, ao menos por enquanto.A partir daqui, a direção da dificuldade dependerá principalmente do preço do Bitcoin. Uma recuperação sustentada do BTC pode levar mineradores a religar máquinas paradas, elevando novamente o hashrate e a dificuldade. Por outro lado, uma nova queda de preço ou a migração definitiva de capacidade para IA e computação de alto desempenho pode manter parte dessas máquinas fora da rede por mais tempo.A queda de dificuldade ajuda os mineradores no curto prazo, mas não resolve o problema central: com o preço do Bitcoin abaixo do custo médio estimado de produção, o setor segue em uma fase de forte seleção, na qual apenas operações mais eficientes conseguem atravessar o período de margens apertadas com maior folga.A porta de entrada para o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, está no MB. É simples, seguro e transparente. Deixe de adiar um investimento com potencial gigantesco. Invista em poucos cliques!O post Dificuldade de mineração do Bitcoin cai 10% e tem 2ª maior queda do ano apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.