O Banco Central (BC) editou uma instrução normativa que altera as regras do Pix por aproximação. A nova diretriz extingue o teto regulatório de R$ 500 por transação. O teto será integrado ao limite geral já estabelecido para chaves e QR Codes.Do lado dos usuários, a autoridade monetária busca proporcionar flexibilidade aos usuários na gestão dos limites diários.Já em relação às instituições financeiras, a medida pretende equilibrar as condições de concorrência entre os meios de pagamento eletrônicos e simplificar a governança de risco de crédito.Integração do Pix com carteiras digitaisO novo arranjo regulatório também abrange as transações via Jornada Sem Redirecionamento (JSR) do ecossistema Open Finance.Na prática, grandes provedores de carteiras digitais, como Google e Samsung, passam a operar sob o mesmo teto de limites unificados das contas correntes.Bancos, cooperativas e fintechs ganharam um cronograma regulatório até 1º de outubro de 2026 para implementar os ajustes operacionais e tecnológicos em seus aplicativos. As novas normas revogam as portarias anteriores, centralizando as políticas de teto financeiro do regulador.CONTINUA DEPOIS DO CONTEÚDO PANBarreira concorrencial no ecossistema iOSEmbora a funcionalidade do Pix por aproximação ganhe escala com o fim do teto, a Apple segue isolada desse mercado no Brasil. O ecossistema iOS depende da resolução de um processo administrativo instaurado pelo Cade em abril de 2025 por supostas condutas anticompetitivas.A autarquia investiga a restrição de acesso de terceiros à tecnologia de comunicação por campo de proximidade (NFC) do iPhone. A disputa comercial trava a penetração da modalidade de pagamento instantâneo na base de clientes de alto poder aquisitivo da big tech.Eficiência e o processamento de pagamentosA mudança deve acelerar a substituição do uso de cartões de débito tradicionais no varejo, cujo custo de aquisição pesa nas margens das empresas.O Pix por aproximação oferece às credenciadoras uma liquidação financeira imediata com tarifas significativamente menores para os lojistas.Para os bancos, a flexibilização do teto exige um monitoramento mais robusto de segurança para evitar perdas com engenharia social e fraudes. Caberá ao cliente calibrar o risco, ajustando o teto geral para reduzir perdas em sinistros de segurança pública.*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.