Uber, Wayve e Stellantis anunciaram uma parceria para avançar no desenvolvimento de robotáxis autônomos de nível 4.Segundo o New Atlas, o acordo reforça a disputa global por carros sem motorista e aumenta a pressão sobre o setor para acelerar soluções em escala.Stellantis assume a produção dos carros enquanto a Wayve fornece a inteligência artificial de direção autônoma. – Imagem: Divulgação/WayveUma aliança que divide responsabilidadesO acerto entre as três empresas junta peças bem diferentes de um mesmo projeto. A Uber entra com a plataforma de transporte e a base de usuários. A Stellantis assume a produção dos veículos em escala industrial. Já a Wayve fica responsável pelo sistema de inteligência artificial que controla a direção dos carros.Hoje, os sistemas de nível 4 ainda dependem de mapas muito detalhados e áreas previamente definidas para funcionar. Isso exige um trabalho grande de mapeamento de ruas e cruzamentos antes que os veículos possam circular. E, no fim, isso acaba limitando bastante onde os robotáxis conseguem operar.nível 4 ainda precisa de áreas mapeadas antes da operaçãonível 5 busca rodar em qualquer lugar e sob qualquer climasensores e câmeras trabalham continuamente durante a direçãoo custo de mapeamento ainda é um dos principais entravesIA sem mapas e a aposta da WayveA Wayve tenta seguir um caminho diferente do que hoje domina o mercado. Em vez de depender de mapas digitais prontos, a empresa aposta em uma IA capaz de aprender com o ambiente em tempo real, interpretando o que vê por câmeras e sensores. É o que ela chama de “IA incorporada”.Na prática, a ideia é fazer o carro reagir de forma mais próxima ao comportamento humano, lidando com situações novas sem precisar de um mapa prévio do local. Isso pode reduzir etapas e, principalmente, acelerar a expansão da tecnologia para outras cidades.Esse tipo de abordagem também tenta resolver um problema conhecido da direção autônoma: quando o carro encontra algo fora do padrão, ele pode não interpretar corretamente a situação. Em testes do setor, isso já levou a erros inesperados e ajuda a explicar por que o avanço ainda é mais lento do que o esperado.IA incorporada da Wayve interpreta o ambiente em tempo real usando câmeras e sensores nos veículos, permitindo nível 5 de autonomia. – Imagem: Divulgação/WayveO que muda para os passageirosSe o plano sair do papel, os robotáxis da Stellantis com tecnologia da Wayve devem ser integrados diretamente ao aplicativo da Uber. O usuário chama a corrida normalmente, mas o veículo já chega sem motorista humano. A Stellantis produz os carros preparados para essa operação, enquanto a Wayve fornece o sistema de IA.Leia mais:Waymo recolhe frota após erro que expôs falha em direção autônomaSabia que os robotáxis quase se tornaram realidade nos EUA de 1964?Direção autônoma: empresa eleva meta de robotáxis após alta de receitaCom isso, a Uber evita manter um programa próprio de desenvolvimento de veículos autônomos e concentra esforços na operação do serviço. Na prática, cada empresa assume uma parte do risco e do investimento.O objetivo mais ambicioso do setor continua sendo o nível 5 de autonomia. Nesse estágio, os carros poderiam rodar em qualquer estrada e condição, sem qualquer intervenção humana. Isso eliminaria volante e pedais e abriria espaço para interiores completamente redesenhados.veículos poderiam operar até em estradas rurais ou sem sinalizaçãointerior do carro poderia ser usado como escritório ou espaço de descansoainda não existe sistema comercial com esse nível de autonomiaO avanço dessa parceria mostra que a disputa pelos robotáxis vai além da tecnologia. Ela envolve também estratégia, divisão de custos e quem vai conseguir transformar essa promessa em um serviço viável no dia a dia.O post Aliança entre Uber, Stellantis e Wayve pode mudar o futuro dos carros autônomos apareceu primeiro em Olhar Digital.