Os caminhos de Paul McCartney e do Pink Floyd se cruzaram algumas vezes. Ao longo dos anos, o Beatle expôs sua opinião sobre os conterrâneos ingleses, especialmente sobre seu trabalho mais famoso – “The Dark Side of the Moon” (1973) – e um de seus integrantes e colaborador ocasional, David Gilmour.A amizade surgiu na década de 1960, quando Beatles e Pink Floyd meio que dividiram os estúdios Abbey Road durante a produção de “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band” (1967) e “The Piper at the Gates of Dawn” (1967). Na época, Paul já defendeu os colegas da fama de “doidões” que pairava sobre eles em entrevista ao documentário “It’s So Far Out, It’s Straight Down” (1967).Conforme transcrição do Rock and Roll Garage, ele declarou:“O que eles dizem e o que eles fazem… não tem nada de estranho sobre isso. É bem claro. Eles falam sobre coisas que são um pouco novas, que as pessoas ainda não sabem muito a respeito. Então tendem a menosprezá-los um pouco e dizer ‘oh, estranhos, psicodélicos’ e coisas assim. Mas é realmente o que está acontecendo por aí e eles só estão tentando olhar para isso um pouco. Então, da próxima vez que você ver uma palavra, alguma nova palavra estranha como ‘psicodélico’, ‘drogas’ ou ‘música de maluco’ e tudo mais, não acredite imediatamente, sabe.”No livro “The Lyrics: 1956 to the Present” (2021), Paul credita o Pink Floyd como uma das primeiras bandas a investir em grandes shows e espetáculos teatrais no rock. O Beatle afirmou:“O mundo do Pink Floyd era um mundo quase extraterrestre, então era um bom lugar para ir.”Paul McCartney em “The Dark Side of the Moon”?Paul McCartney já citou “The Dark Side of the Moon” como um de seus álbuns conceituais favoritos, mas nem todos sabem que ele próprio quase apareceu no disco. Durante a produção, aconteceu um segundo encontro do Pink Floyd com o Beatle no Abbey Road, mas agora com Macca trabalhando junto dos Wings, em “Red Rose Speedway” (1973).Naquele momento, o Pink Floyd estava testando uma ideia para o álbum: entrevistar pessoas que transitavam pelo estúdio, fazendo perguntas diversas sobre a vida, suas crenças e comportamentos. Algumas das falas apareceriam entre as faixas do álbum, mas a ideia acabou descartada depois.Entre os “mortais” que estavam no Abbey Road, foi combinado que Paul e sua esposa, Linda McCartney, estariam entre os entrevistados. Perguntas foram feitas, mas as respostas do Beatle não agradaram Roger Waters, responsável por letras e conceito do trabalho.O próprio Waters contou o que aconteceu em entrevista ao biógrafo da banda, John Harris:“Ele [McCartney] foi a única pessoa que achou necessário performar, o que foi inútil, é claro. Ele estava tentando ser engraçado, o que não era o que queríamos.”Não parece ter havido ressentimento por parte de Macca. O Beatle citou o reencontro em estúdio no documentário “McCartney 3, 2, 1” (2021), durante o qual contou que chegou a ouvir alguns trechos de “The Dark Side of the Moon” durante a produção:“O Floyd chegou depois da gente e fez um monte de coisas experimentais legais. Isso foi no período dos Wings. Eles estavam fazendo ‘The Dark Side of the Moon’ na porta ao lado. Foi bem legal. Os engenheiros [de som] meio que eram compartilhados. Então o engenheiro que trabalhava nas coisas deles também trabalhava nas nossas. Ele tocava algumas coisas do ‘The Dark Side of the Moon’ para nós.”Paul McCartney e David GilmourO integrante do Pink Floyd que teve mais proximidade com Paul McCartney certamente foi David Gilmour. A primeira colaboração do guitarrista com o Beatle aconteceu quando ele participou de duas músicas do álbum “Back to the Egg” (1979), o último dos Wings. Ele também aparece em “Give My Regards To Broad Street” (1984), “Flowers in the Dirt” (1989) e “Run Devil Run” (1999), todos trabalhos solo de Macca.Paul disse sobre o amigo, no livro “The Lyrics: 1956 to the Present”:“David Gilmour toca o solo na gravação [do single ‘No More Lonely Nights’, no disco de 1984]. Eu o conheço desde os primeiros dias do Pink Floyd. David é um tipo de gênio, então eu caprichei.”Gilmour ainda tocou ao vivo com McCartney em 1999, quando Paul formou um supergrupo para tocar no lendário Cavern Club, em Liverpool. Além do próprio e do guitarrista do Pink Floyd, a banda contava com Mick Green (guitarra, The Pirates), Pete Wingfield (teclado, produtor musical), Chris Hall (acordeon) e Ian Paice (bateria, Deep Purple). No repertório, só Beatles e clássicos dos anos 1950 e 60, num show que pode ser conferido no home vídeo “Live at the Cavern Club” (2000).Quer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? Clique aqui!Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Bluesky | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.O post A opinião de Paul McCartney sobre o Pink Floyd apareceu primeiro em Igor Miranda.