O Banco Central do Japão (BoJ) anunciou nesta segunda-feira (15) um aumento na taxa de juros, deixando-a em 1%, o maior nível desde 1995. Dentre as justificativas está a inflação em 2%, ligada ao aumento do preço do petróleo e à demanda global relacionada à Inteligência Artificial.Na semana passada, o Banco Central Europeu (BCE) também aumentou os juros. Esse foi o primeiro aumento desde 2023.Outra reunião na mira dos investidores é a do Federal Reserve, programada para esta quarta-feira (17). A expectativa do mercado é que o Banco Central americano não mexa nos juros, sendo as falas de Kevin Warsh, novo presidente do Fed, o ponto mais importante a ser acompanhado.Bancos centrais tentam controlar a inflação com aumento das taxas de jurosO Banco Central do Japão deixou a taxa de juros negativas entre 2016 e 2024, mas passou a aumentá-la desde então para conter a inflação. Em decisão publicada nesta segunda-feira (15), o BoJ elevou os juros para 1%, o maior nível dos últimos 31 anos.Atualmente, a inflação japonesa está na faixa dos 2%.“O repasse de preços decorrente da alta do petróleo bruto vem avançando a um ritmo relativamente rápido nas transações entre empresas, o que pode se disseminar para um aumento dos preços ao consumidor em uma ampla gama de itens. Diante disso, considerando também que as expectativas de inflação de médio e longo prazos continuaram a subir, há o risco de a inflação subjacente do CPI se desviar para cima, para um nível acima da meta de estabilidade de preços de 2%.”Além de acompanhar os conflitos no Oriente Médio, o BoJ também destaca que os lucros corporativos têm se mantido elevados devido à demanda global relacionada à IA, mas se mostra preocupado com uma desaceleração do crescimento econômico no país.Na Europa, o Banco Central Europeu já havia aumentado a sua taxa de juros na última quinta-feira (11), também focando no controle da inflação devido à disparada do petróleo.Esse aumento de 0,25% foi o primeiro feito pelo BCE desde 2023.“As implicações completas da guerra para a inflação e o crescimento no médio prazo dependerão da intensidade e da duração do choque nos preços de energia, bem como da magnitude de seus efeitos indiretos e de segunda rodada.”Por fim, o mercado agora aguarda pela reunião do Fed nesta quarta-feira (17), que marcará a estreia de Kevin Warsh como novo presidente do BC americano.Dados da Polymarket apontam que a expectativa é que os juros sejam mantidos nos níveis atuais.Fed deve manter taxa de juros nos níveis atuais na reunião desta quarta-feira (17). Fonte: Polymarket.No entanto, as porcentagens sobre o mantenimento dos níveis atuais caem nas apostas sobre reuniões futuras, sendo 94% para julho e 69% para setembro.Por que isso impacta o Bitcoin e outros mercados?Em resumo, taxas de juros mais altas tendem a frear a economia, gerar melhores rendimentos em títulos públicos, fortalecer as moedas dos governos e, por fim, diminuir a demanda por ativos de risco como o Bitcoin.Apesar do aumento nas taxas de juros pelos bancos centrais do Japão e da Europa, o Bitcoin é negociado na faixa dos US$ 65.600 nesta terça-feira (16), em alta de 7,2% nos últimos sete dias.O acordo entre EUA e Irã, seguido pela reabertura do Estreito de Ormuz e a queda do preço do petróleo, mostra que investidores estão montando posições pensando no médio e longo prazo, já prevendo uma queda na inflação e na pressão feita pelos BCs das maiores economias mundiais.Fonte: Banco Central do Japão aumenta taxa de juros para o maior nível dos últimos 31 anos e mercado aguarda reunião do Fed nesta quartaVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.