Após vencer o processo de privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), o CEO da Equatorial, Augusto Miranda, afirmou que com a aquisição a empresa irá acelerar os investimentos buscando a universalização completa dos serviços até 2033, ano limite determinado pelo Marco Legal do saneamento.A fala ocorreu durante a cerimônia de toque de campainha, realizado nesta terça (16), na B3, em São Paulo.Na última quinta-feira (11), a companhia divulgou que foi confirmada como investidor de referência selecionado na oferta pública de distribuição secundária de ações da companhia mineira de água e esgoto à sua controlada Gerais Saneamento.“Acreditamos no saneamento como instrumento de transformação (…) vamos acelerar a universalização, ampliar os investimentos”, afirmou. Leia Mais Após IPO nos EUA, mineradora acelera projeto de terras raras na Bahia Copel vende participação em hidrelétrica para Gerdau por R$ 150 milhões Bons projetos de PPPs devem considerar viabilidade, diz I4 Brasil Sancionado em 2023, o marco já ultrapassou metade do prazo, espalhando dúvidas sobre a capacidade de alcance das metas fixadas até 2033.O Novo Marco Legal do Saneamento estipulou que 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.No início do mês, a Equatorial venceu a disputa pela estatal mineira após ser a única proponente, já que a Aegea não apresentou nova oferta.O valor oferecido foi de R$49,03 por ação, diante do preço mínimo definido pela Copasa de R$ 47,23 por ação, um superávit de quase R$ 2.O governo mineiro tinha 50% da Copasa e agora passa a deter 5% e terá o poder de veto (golden share) em decisões.Ainda segundo o executivo, a privatização irá abrir “um novo capítulo” para a companhia, mencionando que “o melhor ainda está por vir”.A operação de privatização representou um dos movimentos mais relevantes do setor de infraestrutura desde a privatização da Sabesp e reforça a estratégia do grupo de ampliar sua atuação além do segmento de energia elétrica.O processo se tornou a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil feita em bolsa, atrás apenas do processo da companhia paulista, em 2024, que movimentou quase R$ 15 bilhões.