Dividendos de 11% e desconto histórico: Por que este fundo imobiliário é compra para a XP

Wait 5 sec.

A XP Investimentos reiterou a recomendação de compra para o fundo imobiliário Hedge Top FOFII 3 (HFOF11), destacando que o veículo apresenta um “desconto histórico” em relação ao valor patrimonial e um “dividend yield convidativo”.O preço-alvo da corretora para as cotas é de R$ 7,77, o que representa um potencial de valorização (upside) de aproximadamente 16% frente à cotação atual, de R$ 6,57. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "HFOF11", "HFOF11" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "bc0ec98"} ); Em relatório, os analistas Marx Gonçalves e Eduardo Bacelar apontam que o HFOF11 negocia, atualmente, a 0,85 vez seu valor patrimonial (P/VP), em um patamar próximo dos maiores descontos já registrados pelo fundo.Cota de mercado vs. patrimonial em relação à média histórica do HFOF11 (Imagem: Divulgação/ XP)Entre os fatores que sustentam a tese de compra, a dupla também destaca o histórico positivo da Hedge Investimentos, gestora do veículo e que possui mais de R$ 10,8 bilhões sob custódia, com praticamente a totalidade desse montante alocada na indústria de FIIs.Além disso, segundo a XP, o HFOF11 acumula, desde seu lançamento, em 2018, retorno equivalente a 94% do IFIX — considerando somente a variação da cota a mercado. Pela métrica de rentabilidade patrimonial ajustada, o desempenho alcança 104,9% do principal índice de fundos imobiliários da B3.Performance histórica do HFOF11 (Imagem: Divulgação/ XP)Quem é o HFOF11?Considerado pela corretora como “um dos principais fundo de fundos (FOFs) do mercado”, o HFOF11 tem como objetivo gerar retorno aos cotistas por meio do investimentos em cotas de outros veículos imobiliários.O FII possui patrimônio líquido de R$ 1,77 bilhão, mais de 94 mil investidores na bolsa de valores brasileira e volume médio diário de negociação de R$ 2,6 milhão — nível de liquidez considerado “adequado” ao padrão da indústria.Atualmente, cerca de 98% dos seus ativos estão investidos em cotas de outros fundos imobiliários, com maior exposição ao segmento de tijolo.Entre os setores específicos, a carteira está distribuída principalmente entre lajes corporativas (28%), recebíveis (19%), logística (16%), shoppings (16%) e renda urbana (14%).Na visão da XP, essa estratégia pode resultar em menor geração de renda no curto prazo, já que os fundos de papel costumam se beneficiar mais de um cenário de juros elevados, como o atual.Por outro lado, a maior exposição aos fundos de tijolo, segundo a casa, amplia o potencial de valorização patrimonial em um eventual ciclo de melhora macroeconômico.O relatório também chama atenção para o dividend yield do HFOF11. De acordo com os analistas, embora os rendimentos estejam abaixo de alguns concorrentes, o retorno anualizado está “convidativo”.“Apesar do nível de distribuição relativamente inferior ao dos pares, consideramos o dividend yield atual do fundo, de 10,9%, atrativo, sustentado por resultados recorrentes sólidos, reserva acumulada robusta e expressivo desconto da cota de mercado”, afirma a XP.Programa de recompraOutro destaque da análise é o vigente programa de recompra de cotas do HFOF11, que foi aprovado pelos cotistas e iniciado em agosto de 2025.A iniciativa autoriza o fundo a recomprar até 5% dos seus papéis em circulação, desde que as aquisições ocorram abaixo do valor patrimonial e com cancelamento imediato.Desde o início do programa, o FII já recomprou e cancelou cerca de 8,62 milhões de unidades, o equivalente a aproximadamente 75% do limite autorizado.Segundo a XP, a estratégia gera valor imediato para os cotistas remanescentes, aumenta o patrimônio por cota e tende a elevar o dividendo distribuído, já que reduz a quantidade de papéis em circulação.Pontos de atençãoApesar da visão positiva, os analistas destacam alguns fatores de atenção, como a elevada concentração do portfólio do HFOF11 em FIIs geridos pela própria Hedge Investimentos. Além disso, a corretora cita riscos de mercado e liquidez, apontando que o veículo está sujeito a flutuações de preços por fatores que afetam o desempenho geral dos ativos negociado em bolsa, como condições macroeconômicas gerais e políticas públicas locais e internacionais.De acordo com a XP, esses riscos tendem a ser maiores no caso dos fundos de fundos, já que o desempenho depende tanto da própria cota quanto dos FIIs que compõem a carteira.