Aliados veem redução da pressão sobre Flávio após operação contra Wagner, mas adotam cautela

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Aliados do senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), têm demonstrado certo alívio desde a última quinta-feira (18), quando uma operação da Polícia Federal teve como alvo o líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, Jaques Wagner (PT). A avaliação interna é que o cenário em torno do caso Master ficou mais equilibrado e que o custo político deixou de recair exclusivamente sobre Flávio.Mesmo assim, auxiliares defendem cautela. Nos bastidores, há uma ala que admite diferenças entre as situações envolvendo Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner em relação ao empresário Daniel Vorcaro. A leitura é que o nome de Lula não aparece diretamente ligado ao episódio e que uma ofensiva mais intensa contra o presidente poderia gerar efeitos negativos para o próprio Flávio.Há, no entanto, outra interpretação dentro do grupo político. Segundo essa avaliação, Jaques Wagner sempre foi uma figura central e próxima de Lula, e o caso ampliou a lista de aliados do presidente citados nas discussões relacionadas ao tema. Outro aspecto considerado positivo é que o filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro não precisaria mais atuar apenas na defesa de sua posição, passando a ter mais espaço para contra-atacar politicamente.A expectativa agora é pelos próximos desdobramentos. Desde que os áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro vieram a público, o senador perdeu, em média, cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto. Ainda assim, a vantagem de Lula não preocupa a pré-campanha, que considera a diferença administrável e avalia que Flávio segue consolidado como principal nome da direita na disputa presidencial.Nas últimas horas, o caso envolvendo Jaques Wagner passou a ser explorado nas redes sociais e também em declarações de Flávio Bolsonaro, mas não deve se transformar no eixo central da campanha. A avaliação interna é que o eleitorado não deseja um debate permanente sobre o Banco Master, mas sim propostas concretas para o país. Nos bastidores, aliados relataram à coluna que o senador passa a ter mais espaço para apresentar outras narrativas e pautas. A percepção é que a disputa será definida pela capacidade dos candidatos de apresentar soluções para os principais problemas nacionais.Um exemplo foi o lançamento, nesta semana, de um pacote com 12 medidas urgentes para a Segurança Pública, apresentado como forma de aproximar a pré-campanha de Flávio Bolsonaro de pautas com maior apelo popular. O senador também aproveitou o momento para ampliar acenos a segmentos como o público feminino e o mercado financeiro.