Os asteroides são considerados verdadeiros fósseis da formação do Sistema Solar. Por terem sofrido poucas alterações ao longo de bilhões de anos, preservam informações valiosas sobre os processos que deram origem aos planetas. Compreender suas características físicas ajuda os cientistas a reconstruir parte da história do Sistema Solar e a entender melhor como esses objetos evoluíram ao longo do tempo.Além da importância científica, esse tipo de estudo tem aplicação direta na exploração espacial. Antes que uma sonda visite um asteroide, é fundamental conhecer seu ambiente gravitacional, identificar regiões mais estáveis e prever como uma nave poderá operar ao seu redor. As informações produzidas por pesquisas como essa ajudam a reduzir riscos e aumentar o retorno científico das missões.Eurybates é o primeiro asteroide troiano de grande porte na lista de visitas da missão Lucy, da NASA. A sonda deve se aproximar do objeto em agosto de 2027. – Crédito: NASAUm grupo de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Guaratinguetá, realiza um trabalho muito interessante de caracterização física e dinâmica de asteroides. A pesquisa utiliza modelos computacionais avançados para reconstruir a forma tridimensional desses pequenos corpos e analisar propriedades como gravidade, relevo, estabilidade da superfície, distribuição de materiais e o comportamento de partículas e espaçonaves em suas proximidades.Entre os objetos analisados pela equipe está o asteroide Eurybates, um dos principais alvos da missão Lucy, da NASA. A missão tem como objetivo estudar os asteroides troianos de Júpiter, corpos que podem guardar registros dos primeiros momentos da formação dos planetas. Os resultados obtidos pelos pesquisadores brasileiros contribuem para ampliar o conhecimento sobre esses objetos e para apoiar a interpretação dos dados coletados pelas missões espaciais.Nicoli Rocha Santos e Maria Luisa Martins Gonçalves são as convidadas desta sexta-feira (19) do Programa Olhar Espacial – Crédito: Arquivo pessoalNa edição desta sexta-feira (19), o programa Olhar Espacial recebe duas integrantes dessa equipe. Nicoli Rocha Santos é mestranda em física e astronomia na UNESP de Guaratinguetá e bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), desenvolvendo pesquisas em astronomia observacional e dinâmica de asteroides, com foco em objetos estudados por missões espaciais como a Lucy. Licenciada em física pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), ela participou de diversos projetos de ensino, extensão e divulgação científica. Nicoli também integra grupos de pesquisa nacionais e internacionais em dinâmica orbital e ciências planetárias, além de ser sócia da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB).A outra convidada é Maria Luisa Martins Gonçalves, graduada em licenciatura em matemática pela UNESP de Guaratinguetá e atualmente mestranda em física e astronomia pela mesma instituição. Atuou como bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e participou do cursinho comunitário FegVest como plantonista e membro da equipe de marketing. Seus principais interesses incluem ensino de matemática, divulgação científica e tecnologias aplicadas à educação.Leia mais:Sonda da NASA encontra sinais de água antiga em asteroideEros, o asteroide gigante que pode se tornar ameaça no futuroChina pode descobrir se famoso asteroide é mesmo parte da LuaComo assistir ao Programa Olhar EspacialApresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA; membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Bramon e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil, o programa é transmitido ao vivo, todas as sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais do veículo no YouTube, Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), LinkedIn e TikTok.Mas atenção! Excepcionalmente desta vez, o programa começa mais cedo, às 20h30!O post Olhar Espacial desvenda a física e a dinâmica dos asteroides apareceu primeiro em Olhar Digital.