BC da Rússia corta juros a 14,25% e avalia novas reduções

Wait 5 sec.

O Banco Central da Rússia cortou sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 14,25% ao ano, e prometeu avaliar novas reduções dependendo da sustentabilidade da desaceleração da inflação, da dinâmica das expectativas inflacionárias e da análise dos riscos associados às condições externas e internas, após concluir reunião de política monetária nesta sexta-feira (19).Em comunicado, o BC russo afirmou que o crescimento econômico segue em ritmo moderado após uma queda temporária no início do ano e que a alta subjacente de preços diminuiu ligeiramente, embora permaneça, em geral, na faixa entre 4% e 5% em termos anualizados.Com base na atual configuração da política monetária, o BC reiterou a projeção de que a inflação anual cairá para a faixa entre 4,5% e 5,5% em 2026, e que a inflação subjacente ficará próxima de 4% no segundo semestre deste ano. Leia Mais Juros futuros sobem com ajustes no Brasil e à espera do Fed BC do Japão eleva taxas de juros para maior nível em 30 anos Banco Central da Turquia corta taxa de juros, a 43% ao ano Em 2027 e nos anos seguintes, a inflação anual deverá permanecer dentro da meta, segundo a instituição.“A política fiscal no horizonte de três anos será mais acomodatícia do que o previsto anteriormente. Isso pode exigir uma trajetória da taxa básica de juros mais elevada do que a assumida no cenário-base de abril”, alertou.O cenário-base do BC da Rússia pressupõe que a política fiscal ajudará a desacelerar a inflação no médio prazo.No entanto, a instituição ressalta que a persistência de déficits primários estruturais até 2029 pode exigir uma política monetária mais restritiva do que a prevista no cenário-base.A próxima decisão de juros da Rússia está marcada para 24 de julho.O rublo russo não teve reação significativa frente ao dólar. Após a decisão, por volta das 7h48 (de Brasília), o dólar era negociado a 73,515 rublos, praticamente inalterado em relação aos minutos que antecederam a divulgação do comunicado.Após Fed e Copom, Brasil segue com 2º maior juro real do mundo