IRIM11 eleva proventos para R$ 0,90, maior nível em 10 mesesO fundo de investimento imobiliário IRIM11 anunciou o aumento dos proventos referentes à competência de abril de 2026, fixando o pagamento em R$ 0,90 por cota. Esse valor representa o maior patamar dos últimos dez meses e reforça a consistência do desempenho do veículo no período recente. A distribuição segue a política do fundo, que tem priorizado a remuneração regular dos cotistas.Os dividendos do IRIM11 serão liquidados em 19 de maio de 2026. Para ter direito ao recebimento, os investidores precisavam estar posicionados até o fim do pregão de 12 de maio de 2026, conforme a data-base oficial. Com base no fechamento de abril, a R$ 65,68 por cota, o pagamento anunciado implica um Dividend Yield mensal aproximado de 1,37%, sinalizando atratividade no curto prazo.Ganho patrimonial de +0,19%Em março de 2026, o fundo reportou ganho patrimonial de +0,19%, acumulando +2,08% no ano e +10,30% em 12 meses. Desde a criação, o retorno alcança +47,27%, evidenciando histórico positivo. Na demonstração financeira de março, o fundo imobiliário IRIM11 registrou resultado em caixa de R$ 26,55 milhões e distribuiu R$ 26,42 milhões em abril, o que correspondeu a R$ 0,75 por cota no mês anterior.Investidores pessoas físicas contam com isenção de Imposto de Renda sobre proventos de fundos imobiliários, desde que observadas as exigências legais vigentes. Essa característica favorece a eficiência do fluxo de caixa recebido, especialmente em momentos de maior rendimento.Movimentações recentes incluíram duas alocações no mercado primário. A primeira envolveu o CRI Cashme XXI (Mez), com cerca de 1,6% do patrimônio líquido em série mezanino, remunerada a IPCA + 10%. A segunda foi a integralização final do CRI Portofino, equivalente a aproximadamente 0,04% do PL do FII IRIM11, com taxa de IGP-M + 10,5%.Portfólio e risco do IRIM11A carteira é composta majoritariamente por CRIs, que somam 76,8% do patrimônio líquido, com taxa nominal média marcada a mercado de 14,9% ao ano e duration média de 3,46 anos. Os CRIs atrelados ao IPCA representam 67,8% do PL e 88,2% da carteira de CRIs, com taxa média MTM de 10,3% e duration de 3,58 anos.Regionalmente, o Sudeste concentra 49,7% da exposição, seguido por Nordeste (9,6%), Centro-Oeste (8,5%), Sul (6,5%) e Norte (0,1%). Por segmento, destacam-se geração distribuída (18,94%), residencial (~21,6%), shopping (12,77%) e industrial/logístico (8,44%), com 73,2% das operações cobertas por garantia única, reforçando o perfil de risco do IRIM11.