Como esperado por parte do mercado, o Banco do Brasil (BBAS3) foi obrigado a cortar as projeções para 2026, em meio a um cenário ainda difícil para o agronegócio. A principal mudança diz respeito ao lucro. Se antes o banco projetava lucrar de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões, agora projeta lucrar de R$ 18 a R$ 22 bilhões. Ou seja, o teto virou piso.O custo de capital disparou: saiu da faixa de R$ 53 bi a R$ 58 bi para R$ 65 bi a R$ 70 bi. Por outro lado, a margem financeira subiu de 4% a 8% para 7% a 11%.Entre analistas, a previsão era de que o BB teria um primeiro trimestre tão fraco que corria o risco de não conseguir atingir seu guidance (projeções), o que, de fato, aconteceu.Em conversa com jornalistas, a CEO, Tarciana Medeiros, já dizia que o primeiro trimestre estava em linha com que o banco já tinha pautado o mercado.”É um semestre mais apertado, dentro de um ciclo que vem de 2025. Esse ciclo acaba em junho. A gente entende que o segundo semestre já terá um perfil diferente”.Nesta quarta, o banco anunciou lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões, queda de 53% ante mesmo período de 2025.As outras projeções foram mantidas. Veja abaixo:IndicadoresProjeções 2026 (Anterior)Projeções 2026 (Atual)Realizado 1T26Carteira de Crédito(1)0,5% a 4,5%Mantido1,8%Pessoas Físicas6% a 10%Mantido7,8%Empresas-3% a 1%Mantido-4,5%Agronegócios-2% a 2%Mantido3,0%Carteira Sustentável2% a 6%Mantido7,0%Margem Financeira Bruta4% a 8%7% a 11%14,8%Custo do Crédito(2)R$ 53 a 58 bilhõesR$ 65 a 70 bilhõesR$ 18,9 bilhõesReceitas de Prestação de Serviços2% a 6%Mantido5,5%Despesas Administrativas5% a 9%Mantido5,5%Lucro Líquido AjustadoR$ 22 a 26 bilhõesR$ 18 a 22 bilhõesR$ 3,4 bilhões