Líderes da oposição evitaram comentar o suposto financiamento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o filme que retratará a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. O áudio e uma reportagem sobre o tema foram publicados pelo Intercept nesta quarta-feira (13).Líder da oposição no Senado e ex-ministro de Jair Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN) afirmou desconhecer as informações e que só se manifestaria após conversar com algumas pessoas. Ele é o coordenador de campanha de Flávio. Segundo fontes, Marinho seguiu para uma casa usada como “QG” pela campanha de Flávio.Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que Flávio segue em Brasília, mas não deu detalhes sobre onde ele está.Marinho e Sóstenes deixaram o Congresso e afirmaram que fariam uma reunião na sede do PL.O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), cobrou investigações “a fundo” sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, a reportagem apontar que o pré-candidato do PL negociou R$ 134 milhões com o empresário para bancar o filme “Dark Horse”, previsto para estrear até o final de 2026.“A prisão de Daniel Vorcaro joga luz sobre uma relação que precisa ser investigada a fundo: segundo o Intercept, Flávio Bolsonaro tratava diretamente com o dono do Banco Master sobre milhões de dólares para financiar o filme de propaganda política de Jair Bolsonaro”, escreveu o petista na rede social X.Uczai prossegue: “As mensagens revelam intimidade, dependência financeira e cobrança por novos repasses. Flávio chamava Vorcaro de irmão, agradecia dizendo que tudo isso só está sendo possível por causa de vc e pedia socorro para não perder contrato, ator, diretor e equipe”.O líder do PT acrescenta: “O caso tem cara de financiamento político disfarçado de cinema. Um banqueiro investigado, um banco que acabou em liquidação e o filho de Bolsonaro negociando milhões para bancar a construção de uma narrativa eleitoral. Isso exige apuração imediata”.O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou acreditar que o suposto financiamento do dono do Master para o filme afetará a disputa presidencial, que tem Flávio Bolsonaro como principal adversário do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).“É óbvio que impacta a campanha”, disse a jornalistas, sem dar detalhes sobre como seriam os efeitos eleitorais.