Pequenos negócios e integração regional pautam debate sobre fronteiras brasileiras

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As fronteiras brasileiras como espaços estratégicos de desenvolvimento sustentável e competitivo estão no centro do debate proposto pelo evento “Os pequenos negócios nas fronteiras do futuro” que acontece nos dias 13 e 14 de maio, em Brasília (DF). Promovido pelo Sebrae, o encontro reúne especialistas, representantes da gestão pública, pesquisadores e lideranças ligadas ao desenvolvimento regional para discutir caminhos que conectem empreendedores  às novas dinâmicas de integração nesses territórios.Os dois dias de programação vão destacar o papel das regiões de fronteira como territórios estratégicos de inovação, integração competitiva e desenvolvimento sustentável na América do Sul.Durante a abertura do evento, nesta quarta-feira (13), presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, destacou o potencial do crescimento das exportações do pequenos negócios para os países da América do Sul.“A ideia desse encontro é construir uma ação coordenada porque temos muito o que avançar no mercado da América Latina. A ideia é intensificar a troca de experiência, permitindo que os pequenos negócios sejam fomentadores na ocupação das nossas fronteiras com mais renda, inclusão e oportunidades. Além disso, o acordo Mercosul – União Europeia representa a ampliação as possibilidades. Esse trabalho das fronteiras vai permitir tracionar novos mercados”, considera.Ele tambem aproveitou o momento para reforçar as oportunidades que surgem com o acordo Mercosul – União Europeia.Precisamos estar preparados  para interagir com os europeus e o trabalho nas regiões de fronteira pode contribuir, Rodrigo Soares, presidente do Sebrae   Na ocasião, o gerente da unidade de Assessoria Internacional do Sebrae Nacional, Vinicius Lages, ressaltou a importância da discussão, a partir da visão das regiões de fronteiras como ativos geopolíticos estratégicos para o país.Segundo ele, o Brasil tem elementos estruturais e capacidades do ponto de vista da transformação das vantagens comparativas em vantagens competitivas.“Na produção de alimentos o país pode crescer muito mais, como também na área de bioinsumos, transição energética e minerais críticos que colocam o país dentro da perspectiva da nova economia”, refletiu.O primeiro dia do evento começou com a presença do ministro João Carlos Parkinson, chefe da Divisão de Integração de Infraestrutura (DINF), Departamento de Integração Regional e Ministério das Relações Exteriores; e de  Pedro Silva Barros – técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Eles participaram do painel “Integração, Infraestrutura e desenvolvimento de regiões de fronteira”, com moderação do analista da unidade de Assessoria Internacional, Getúlio Vaz.Além de apresentar um panorama atual das mudanças sofridas pelas fronteiras brasileiras nas últimas décadas, o ministro Parkinson chamou atenção para a importância da logística no contexto geopolítico. Como exemplo, ele citou a situação do estreito de Ormuz que impacta o preço do petróleo.“A realidade está mudando e temos que trabalhar para fortalecer a nossa integração regional que possibilita melhores condições para os cidadãos e empresários”, enfatizou.Ainda pela manhã foi realizado o painel “Estratégias de Integração, Financiamento e Políticas Nacionais: Oportunidades para o Desenvolvimento das Fronteiras”, com a participação de Marcelo Shinkoda, chefe da Divisão de Integração Regional na Secretaria de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento, vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento; Vitarque Lucas Coelho, coordenador-Geral de Gestão do Território (CGGT) do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional e Eduardo Café, especialista Sênior em Operações BID.Durante a tarde, a programação traz a apresentação de ações do Sistema Sebrae nos estados do Roraima, Paraná, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Já a quinta-feira (14) será marcada pela apresentação de Experiências do Programa Territórios Empreendedores na Região de Fronteira e realização de oficinas com temas relacionados a políticas públicas para pequenos negócios,  oportunidades de desenvolvimento territorial, governança e negócios.Um dos participantes do encontro é o analista do Sebrae Acre, Marcos Maciente, que atua na unidade de desenvolvimento do ambiente de negócios. “Entendemos que trabalhar o empreendedorismo nessas regiões de fronteira dá oportunidade de crescimento, de trabalho, aumenta renda para as pessoas que vivem no bioma Amazônico”, pontuou.