A Hapvida (HAPV3) poderá vender algumas de suas operações e fechar outras no país em meio ao plano do novo presidente-executivo para simplificar a estrutura da empresa de planos de saúde e acelerar a redução de dívida.“Estamos conduzindo uma revisão da presença geográfica…não há temas pétreos”, disse Luccas Adib, que assumiu recentemente a presidência-executiva da empresa de planos de saúde, durante conferência com analistas após a publicação dos resultados de primeiro trimestre do grupo na noite da véspera.“O foco é simplificar a operação, sem apegos, e acelerar a desalavancagem, mesmo que não tenhamos pressão de curto prazo para isso”, afirmou o executivo, sem dar detalhes sobre eventuais vendas ou fechamentos de unidades.As ações da Hapvida eram a segunda maior alta do Ibovespa perto do final do pregão desta terça-feira, saltando cerca de 10% e cotadas a R$12,55, enquanto o índice mostrava queda de 0,62%.Adib afirmou ainda que a nova gestão está estudando uma possível “nova arquitetura de marca” para o grupo formado a partir da fusão da Hapvida com a Notredame Intermédica em 2022, um dos maiores negócios já realizados no setor no país.Segundo o diretor financeiro, Lucas Garrido, após um aumento de sinistralidade em março, derivado de maior uso de serviços pelos clientes, o indicador de abril “teve alguma normalização frente a março”.Garrido comentou ainda que a empresa deverá continuar repassando preços para o tíquete médio dos planos individuais, mas no ambiente corporativo, onde a competição segue mais forte principalmente no sudeste, grandes aumentos de preços devem ser mais limitados nos próximos trimestres. “A discussão é muito específica praça a praça”, disse o executivo.Questionado sobre o cenário de multas aplicadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Adib afirmou que a tendência é de queda nos próximos trimestres em virtude do recuo nas notificações de intermediação preliminar (NIP), que caíram 28,5% no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado.