Num contexto empresarial marcado por disrupção tecnológica, pressão competitiva e transformação acelerada, os executivos assumem hoje um papel decisivo: são eles os agentes que transformam visão em execução, estratégia em ação e ambição em resultados concretos. Eles são um ‘ente’ que se situa entre a estratégia e as operações, que tem de acudir a tudo, com conhecimento e confiança nele próprio, para mobilizar os outros. Tem de ser mais do que muitas vezes é.As organizações já perceberam que a mudança não acontece apenas através da definição de objetivos estratégicos. A verdadeira transformação acontece quando os líderes conseguem mobilizar pessoas, alinhar equipas e criar uma cultura de aprendizagem contínua, inovação e responsabilização. É precisamente aqui que a formação executiva ganha uma relevância crítica.Os executivos não são apenas os gestores de topo ou as chefias formais. Em muitas organizações, os verdadeiros motores da mudança são também líderes intermédios, especialistas seniores, gestores de projeto e talentos com capacidade de influência. São estes profissionais que garantem que a estratégia chega ao terreno e se traduz em decisões, comportamentos e resultados.Hoje, ser executivo não significa apenas ocupar um cargo hierárquico elevado. Significa ter capacidade de influência, responsabilidade sobre resultados e um papel ativo na construção do futuro da organização.Mas, liderar hoje, exige muito mais do que experiência acumulada. Exige atualização permanente, capacidade de adaptação, visão sistémica, gestão de risco e, simultaneamente, coragem para inovar. Exige também a capacidade de fazer unlearn: desaprender práticas e modelos que já não respondem às exigências atuais.Um dado particularmente revelador é que cerca de 48% dos executivos sofrem da chamada síndrome do impostor. Muitos sentem que não possuem competências suficientemente atualizadas para responder, com confiança e proatividade, aos desafios diários da atualidade. Surgem as ansiedades, os burnouts, as falências de bem-estar e as fragilidades relacionais e operacionais. Este fenómeno tem impacto direto na tomada de decisão, na inovação e até na capacidade de mobilizar equipas. Investir em formação deixou, por isso, de ser um benefício adicional – é uma necessidade estratégica.A aprendizagem entre pares assume igualmente um valor extraordinário. Executivos aprendem muito quando contactam com realidades de outras empresas, outros setores e outros contextos. O cruzamento de experiências permite ganhar perspetiva, antecipar tendências e encontrar soluções inovadoras para problemas comuns.Por isso, os modelos de upskilling executivo têm também de evoluir. A formação mais eficaz é aquela que parte das dores concretas das organizações e dos desafios reais dos participantes. Aprender de forma aplicada, com casos da própria empresa, com foco em solução e transformação, gera impacto imediato e acelera a mudança.Enviar um executivo para um curso numa Business School é ótimo e funciona também como um benefício flexível, de atratividade e retenção de talento. Mas será a melhor forma de alavancar mudança real, transformação organizacional, mobilização de equipas para a mudança?Ter um MBA ou uma pós-graduação não significa saber transformar uma empresa. As empresas continuam a formar para o currículo e não para a transformação.É neste contexto que formatos diversificados se tornam essenciais: pós-graduações, programas executivos, especializações, formação avançada e modelos de consultoria-formação em formato call to action, orientados para a implementação. O objetivo não é apenas transmitir conhecimento, mas criar condições para fazer acontecer dentro das empresas.As organizações que investirem seriamente no desenvolvimento dos seus executivos estarão mais preparadas para enfrentar a incerteza, mobilizar talento e transformar desafios em oportunidades. No ISQ Academy, apoiamos o investimento empresarial na formação de executivos oriundos das mais diversas áreas técnicas: tecnológicas, de gestão de topo, de serviços de suporte logísticos, financeiras e gestão de pessoas. Não trazemos ‘o curso’ como a solução, mas apenas com um dos meios para alcançar propósitos e objetivos de mudança e de crescimento.Porque, no final do dia, a competitividade das empresas depende cada vez mais da capacidade dos seus líderes e executivos aprenderem, desaprenderem e inspirarem outros a ir mais além. Este conteúdo integra a edição da newsletter ‘Em Foco’ dedicada ao tema ‘Formação de Executivos’. Subscreva aqui as nossas newsletters.Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a ISQ Academy.O conteúdo Não faltam estratégias, faltam executivos preparados aparece primeiro em Revista Líder.