Vendas no varejo do Brasil avançam pelo 3º mês consecutivo em março e renovam recorde, mostra IBGE

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As vendas no varejo brasileiro vieram acima do esperado em março e cresceram pelo terceiro mês seguido, renovando ao final do primeiro trimestre o recorde da série histórica iniciada em 2000.No mês, as vendas do segmento restrito registraram alta de 0,5% na comparação mensal, depois de terem avançado 0,7% em fevereiro e 0,5% em janeiro, mostraram os dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas do varejo tiveram ganho de 4,0%.As expectativas em pesquisa da Reuters eram de estabilidade na comparação mensal e de alta de 2,75% na base anual.“Numa perspectiva um pouco maior, a médio prazo, nos seis últimos meses houve apenas um resultado no campo negativo, em dezembro de 2025. Então, pode-se dizer que desde outubro de 2025 o varejo vem crescendo na maior parte do tempo”, destacou Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE.A guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo desde que começou em 28 de fevereiro, lançou uma sombra sobre o mês de março, afetando os preços de alimentos e de combustíveis e pesando no bolso dos consumidores.O mercado de trabalho robusto e medidas de estímulo ao consumo, entretanto, vêm dando algum suporte ao setor varejista, mesmo diante da taxa de juros elevada.No mês passado, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros Selic a 14,5%, mas pregou cautela, argumentando que precisará incorporar novas informações para definir a política monetária à frente.Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, cinco tiveram resultados positivos em março, com destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,7%).“Os custos dessa atividade estão muito relacionados à variação do dólar, e nos últimos três meses a gente vem observando a valorização do real frente à moeda americana”, explicou Santos, lembrando que a maior parte dos produtos são importados, como celulares e televisores.Também mostraram crescimento das vendas Combustíveis e lubrificantes (2,9%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%); Livros, jornais, revistas e papelaria (0,7%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%).Móveis e eletrodomésticos (-0,9%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,4%) tiveram perdas, enquanto a atividade de Tecidos, vestuário e calçados ficou estável.No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas aumentou 0,3% em março, na comparação com o mês anterior.