Diretora-executiva Jurídica da Fiesp, Luciana Nunes Freire afirmou nesta quarta-feira (1º/7), durante audiência no Senado sobre a PEC 6×1, que frequenta salões de beleza aos sábados e questionou como esses estabelecimentos funcionariam caso a proposta fosse aprovada.“Eu trabalho [na escala] 5×2. E, aos sábados, qualquer mulher que está neste plenário, que está no centro urbano ou que está numa comunidade, vai ao salão de cabeleireiro. E vai estar fechado aos sábados para nos atender?”, afirmou.A executiva também citou atividades que realiza aos domingos para argumentar que a mudança na jornada de trabalho pode afetar serviços considerados essenciais para a rotina das famílias.“Aos domingos, eu abasteço o supermercado, busco comida para minha família. Compro remédio para minha mãe. Vai estar tudo fechado aos domingos para mim?”, questionou. Leia também Grande AngularFlávio rebate indireta de Michelle: “Única relação com Vorcaro é o filme do meu pai” Grande AngularDamares denuncia ameaças à sua filha após ser alvo de ataques Grande AngularAdvogados alvos da PF em caso de Sóstenes movimentaram R$ 15 milhões Grande AngularJuiz nega pedido do PSol e libera carreata de Flávio Bolsonaro Fiesp é contra fim da escala 6×1O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, já se manifestou favoravelmente a uma proposta alternativa ao fim da escala 6×1 apresentada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que amplia a possibilidade de negociação direta entre empregado e empregador sobre a jornada de trabalho.A proposta altera o artigo 7º da Constituição para permitir que trabalhadores optem entre o regime tradicional previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo de jornada flexível baseado em horas trabalhadas.Pelo texto, a compensação de horários e a redução da jornada poderão ocorrer por acordo individual, convenção coletiva ou pactuação direta entre empregado e empregador. A proposta também prevê que contratos individuais possam prevalecer sobre instrumentos coletivos de negociação.Na justificativa da PEC, Rogério Marinho afirma que a medida permitirá ao trabalhador decidir o modelo de jornada que melhor atenda às suas necessidades.