NOVA YORK, 29 Jun (Reuters) – Ao longo dos anos, o presidente-executivo do JPMorgan Chase , Jamie Dimon, falou diversas vezes sobre a sucessão, mas uma data para a transição de cargo parecia indefinida. Desta vez, segundo fontes, o plano é concreto.Dimon planeja permanecer como CEO por até mais três anos, e fontes internas esperam que o banco nomeie seu sucessor — Troy Rohrbaugh ou Doug Petno, os recém-nomeados copresidentes do banco –- antes disso.Rohrbaugh, encarregado de gerir a enorme área de banco de varejo do JPMorgan, é visto como o favorito internamente, de acordo com a opinião de dois executivos seniores da instituição. Eles acrescentaram que a promoção de Rohrbaugh para o outro lado do banco, vindo da área de banco comercial e de investimento, sugere que ele é o principal candidato a assumir o cargo de Dimon.E quando chegar a hora, Dimon se tornará presidente do conselho de administração, disse uma fonte separada familiarizada com o assunto, ecoando o que Dimon já havia dito publicamente e falando sob condição de anonimato porque as discussões são privadas.A sucessão, caso se concretize, encerrará uma das questões mais antigas de Wall Street: quem substituirá Dimon, o banqueiro que transformou o JPMorgan no maior e um dos mais lucrativos bancos dos Estados Unidos.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai e tenta sustentar os 173 mil pontosBolsas dos EUA avançam com ganhos de ações de tecnologia Os acionistas estão preparados para a transição definitiva de Dimon, mas desejam que ela ocorra da forma mais tranquila possível.‘Meu único pedido à empresa é que tudo seja apresentado de forma muito clara e conduzido sem problemas’, disse Walter Todd, diretor de investimentos da Greenwood Capital, na Carolina do Sul, que detém ações da JPM, descrevendo a sucessão de Dimon como ‘inevitável’.CRONOGRAMA DEFINIDOO próprio Dimon tem se manifestado abertamente sobre a sucessão, tanto publicamente quanto em conversas privadas. Em um encontro informal realizado semanas atrás na nova sede do banco em Manhattan, Dimon, sem ser questionado, comentou com um alto executivo de Wall Street sobre o ‘amplo banco de talentos’ que o JPMorgan possui para sucedê-lo, disse uma segunda fonte. O JPMorgan se recusou a comentar sobre as conversas.A expectativa é que Dimon permaneça no cargo por até mais três anos antes de assumir como chairman, mas um sucessor poderá ser nomeado antes, dentro de dois a dois anos e meio, disse a fonte. Todas as reuniões do conselho dedicam um tempo considerável à questão da sucessão, afirmou. Após passar o bastão, Dimon provavelmente permanecerá como chairman por mais alguns anos, acrescentou.Anteriormente, Dimon havia apresentado prazos variados. Em 2024, ele afirmou que previa sua saída em menos de cinco anos, uma mensagem semelhante à transmitida em 2018. No início deste ano, disse que gostaria de permanecer por pelo menos mais cinco anos, em um comentário que seus porta-vozes disseram na época ser uma piada. Em fevereiro, ele afirmou que continuaria como CEO por mais alguns anos.Os porta-vozes de Rohrbaugh e Petno recusaram-se a comentar.RISCOS DA ESPERAMesmo um prazo de dois a três anos apresenta riscos.Os dois executivos enfatizaram que uma espera de até três anos poderia aumentar o risco de o banco perder potenciais sucessores, e um deles afirmou que isso provavelmente seria uma preocupação para o conselho.Embora o JPMorgan tenha concedido pacotes de remuneração milionários para retenção a quatro de seus principais executivos, incluindo Petno e Rohrbaugh, o conselho do banco provavelmente não gostaria de perdê-los, nem quaisquer outros potenciais sucessores, durante o período de espera não oficial, disse um dos executivos.Vários executivos seniores, incluindo Matt Zames e Charlie Scharf, deixaram a empresa durante a gestão de Dimon para assumir cargos de liderança em outras organizações.Eles não responderam imediatamente ao pedido de comentários.Se Rohrbaugh ou Petno causarem uma boa impressão rapidamente, o banco poderá agir com mais agilidade, disseram os dois executivos. Um deles afirmou que a opinião dentro do banco é de que Rohrbaugh está na frente, com um histórico impressionante tendo subido na hierarquia como operador, embora uma fonte separada tenha dito que Petno não deve ser descartado, dado seu histórico de concretização de grandes negócios.Na plataforma de apostas Kalshi, Rohrbaugh está na frente com 45%, seguido por Petno com 34%.Para Rohrbaugh, que construiu sua reputação em mesas de operações, assumir o cargo de CEO significaria uma grande mudança para o extenso portfólio de agências, cartões de crédito e hipotecas do banco, uma divisão que representou quase 39% de sua receita total no primeiro trimestre. O executivo de 56 anos começou sua carreira como operador de câmbio e ingressou no JPMorgan em 2005.Petno, de 61 anos, assume o comando exclusivo do banco comercial e de investimentos após uma carreira de 35 anos no JPMorgan. Ele é um banqueiro experiente que passou mais de duas décadas no setor de banco de investimento e liderou o Grupo Global de Recursos Naturais do JPMorgan. Essa divisão abrange serviços bancários globais, mercados, pagamentos e serviços de títulos, colocando-o à frente de alguns dos negócios mais lucrativos da instituição.Caso o banco prossiga com um cronograma acelerado, isso espelharia uma medida semelhante adotada pelo rival Morgan Stanley, onde Ted Pick foi escolhido para suceder o presidente-executivo de longa data, James Gorman, mais de dois anos após ter sido nomeado copresidente.Ainda assim, os acionistas estão mais do que satisfeitos em ver Dimon permanecer na empresa. Eric Kuby, diretor de investimentos da North Star Investment Management Corp., que detém ações do JPMorgan, afirmou que as ações ‘têm um múltiplo premium’ em comparação com as ações de outros grandes bancos, em parte devido ao fator Dimon.‘O mercado está bem ciente de suas intenções de não comandar o JPMorgan por muito mais tempo’, disse Kuby. ‘Mas achamos que ele faz um ótimo trabalho, então quanto mais tempo ele estiver no comando, melhor.’The post Dimon de saída? Plano de sucessão no JPMorgan desta vez é para valer, afirmam fontes appeared first on InfoMoney.